Conservador de via permanente (trilhos): quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de conservador de via permanente (trilhos) no Brasil foi de R$ 1.690 por mês, e a média R$ 1.885,29. O cálculo usa 1.978 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 9911-05.
Salário mediano
R$ 1.690
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 1.885,29
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.690–R$ 1.830
metade das contratações
Amostra
1.978
contratações no período
Como o salário de conservador de via permanente (trilhos) se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,9 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 872. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 2.358 admissões e 2.116 desligamentos, saldo de +242 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 695 admissões e mediana de R$ 1.675.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um conservador de via permanente (trilhos) por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 1.675 | R$ 1.987,57 | 695 |
| Minas gerais (MG) | R$ 1.675 | R$ 1.763,31 | 563 |
| Paraná (PR) | R$ 1.725 | R$ 1.895,71 | 167 |
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 1.675 | R$ 1.778,89 | 129 |
| Mato Grosso (MT) | — | R$ 1.662,40 | 87 |
| Ceará (CE) | — | R$ 1.807,76 | 76 |
| Sergipe (SE) | — | R$ 1.621,00 | 44 |
| Goiás (GO) | — | R$ 2.648,48 | 44 |
| Bahia (BA) | — | R$ 1.771,89 | 42 |
| Santa Catarina (SC) | — | R$ 2.359,13 | 39 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como conservador de via permanente (trilhos) no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Analfabeto | R$ 2.380,83 | 78 | 4,0% |
| Até 5ª Incompleto | R$ 1.954,99 | 46 | 2,4% |
| 5ª Completo Fundamental | R$ 1.826,50 | 56 | 2,9% |
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 1.764,13 | 226 | 11,6% |
| Fundamental Completo | R$ 1.830,61 | 329 | 16,9% |
| Médio Incompleto | R$ 1.747,37 | 277 | 14,2% |
| Médio Completo | R$ 1.920,00 | 936 | 48,0% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 1.795,34 | 638 |
| 25 a 29 anos | R$ 1.858,71 | 400 |
| 30 a 39 anos | R$ 1.936,57 | 525 |
| 40 a 49 anos | R$ 1.978,30 | 296 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.017,55 | 110 |
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Construção: 1.517 contratações.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 188 contratações.
- Indústrias de Transformação: 107 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 83 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 30 contratações.
- Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura: 26 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 9911-05
- Título oficial
- Conservador de via permanente (trilhos)
- Família ocupacional
- 9911 — Conservadores de Vias Permanentes (trilhos)
- Grande grupo
- Trabalhadores de manutenção e reparação
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para conservador de via permanente (trilhos)
A CBO registra estes sinônimos para o código 9911-05. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Auxiliar de manutenção de linha férrea
- Trabalhador de linha férrea
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um conservador de via permanente (trilhos)?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 1.690 por mês e a média R$ 1.885,29. Metade das 1.978 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.690 e R$ 1.830. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de conservador de via permanente (trilhos)?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 9911-05, dentro da família ocupacional 9911 — Conservadores de Vias Permanentes (trilhos).
- Em qual estado conservador de via permanente (trilhos) ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Goiás teve o maior salário de admissão: R$ 2.648 (44 contratações no período).
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Operador de máquinas especiais em conservação de via permanente (trilhos) · R$ 2.210
- Soldador aluminotérmico em conservação de trilhos · R$ 2.050
- Mecânico de manutenção de automóveis, motocicletas e veículos similares · R$ 2.010
- Mecânico de manutenção de máquinas, em geral · R$ 2.890
- Auxiliar geral de conservação de vias permanentes (exceto trilhos) · R$ 1.770
- Eletricista de manutenção eletroeletrônica · R$ 2.850
- Mecânico de veículos automotores a diesel (exceto tratores) · R$ 2.610
- Mecânico de manutenção e instalação de aparelhos de climatização e refrigeração · R$ 2.010
- Monitor de sistemas eletrônicos de segurança interno · R$ 2.010
- Borracheiro · R$ 2.110
- Eletricista de instalações (veículos automotores e máquinas operatrizes, exceto aeronaves e · R$ 2.510
- Mecânico de manutenção de máquinas agrícolas · R$ 2.950
Entendendo o salário de conservador de via permanente (trilhos)
Por que o salário de conservador de via permanente (trilhos) fica abaixo da mediana do país?
A mediana de R$ 1.690 paga a quem é contratado como conservador de via permanente (trilhos) fica 13% abaixo da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 2% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 1.885,29 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 1.690 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
Por que quase todo conservador de via permanente (trilhos) entra ganhando o mesmo valor?
Metade das 1.978 contratações de conservador de via permanente (trilhos) do período ficou entre R$ 1.690 e R$ 1.830. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.690 e um quarto, mais de R$ 1.830. A distância entre as duas pontas é de R$ 140 por mês, ou R$ 1.680 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
As pontas estão próximas: o terceiro quartil é apenas 1,08 vez o primeiro. Isso acontece quando um piso de convenção coletiva, um piso legal ou o próprio salário mínimo governam a contratação de conservador de via permanente (trilhos). Nesses casos, negociar acima da faixa é mais difícil, e o ganho costuma vir de adicionais e horas extras — que não entram neste valor.
Onde conservador de via permanente (trilhos) ganha mais e onde ganha menos no Brasil?
Entre os 4 estados com amostra suficiente, Paraná pagou a maior mediana de admissão a conservador de via permanente (trilhos): R$ 1.725 em 167 contratações. A menor ficou em Rio de Janeiro, com R$ 1.675 em 129 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 3%, ou R$ 50 por mês.
Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: São Paulo respondeu por 695 das 1.978 admissões de conservador de via permanente (trilhos) no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 3% vista aqui.
Dá para trabalhar como conservador de via permanente (trilhos) sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 0,0% das admissões de conservador de via permanente (trilhos) foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 936 das 1.948 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 48,0%.
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Analfabeto" recebeu em média R$ 2.380,83, contra R$ 1.747,37 de quem entrou com "Médio Incompleto" — 36% de diferença. A CBO em si não exige diploma para conservador de via permanente (trilhos); o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Quem contrata conservador de via permanente (trilhos) é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou conservador de via permanente (trilhos) foi "Construção", com 1.517 admissões, ou 77,8% do total classificado. Somando os três primeiros — Construção, Transporte, Armazenagem e Correio, Indústrias de Transformação — chega-se a 92,9% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de conservador de via permanente (trilhos) tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Construção". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,9 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
O mercado de conservador de via permanente (trilhos) está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 2.358 admissões e 2.116 desligamentos de conservador de via permanente (trilhos), um saldo de +242 postos formais. O saldo positivo equivale a 10,3% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 10 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 2.358 admissões não querem dizer que existam 2.358 pessoas trabalhando como conservador de via permanente (trilhos) no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Grau de instrução
A escolaridade declarada pelo empregador na admissão, do analfabeto ao doutorado. Mostra o que o mercado exigiu de fato nas contratações do período, que não é necessariamente o que a lei ou o conselho profissional exige.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.