Rejuntador de revestimentos: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de rejuntador de revestimentos no Brasil foi de R$ 2.170 por mês, e a média R$ 2.211,36. O cálculo usa 431 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7165-40.
Salário mediano
R$ 2.170
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.211,36
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.730–R$ 2.670
metade das contratações
Amostra
431
contratações no período
Como o salário de rejuntador de revestimentos se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 44 horas semanais.
- Movimentação no período: 460 admissões e 414 desligamentos, saldo de +46 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 100 admissões e mediana de R$ 2.675.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um rejuntador de revestimentos por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 2.675 | R$ 2.662,32 | 100 |
| Goiás (GO) | — | R$ 1.803,72 | 54 |
| Bahia (BA) | — | R$ 1.787,52 | 44 |
| Distrito Federal (DF) | — | R$ 2.108,41 | 42 |
| Minas gerais (MG) | — | R$ 2.164,57 | 39 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como rejuntador de revestimentos no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 2.166,11 | 33 | 9,3% |
| Fundamental Completo | R$ 2.498,96 | 38 | 10,7% |
| Médio Completo | R$ 2.198,27 | 283 | 79,9% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.254,24 | 60 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.260,06 | 49 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.177,19 | 119 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.168,77 | 142 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.304,21 | 60 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.500,53 (210 admissões) e mulheres com R$ 1.936,58 (221 admissões), uma diferença de 29,1% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Construção: 373 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 27 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 10 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 9 contratações.
- Indústrias de Transformação: 8 contratações.
- Alojamento e Alimentação: 2 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 7165-40
- Título oficial
- Rejuntador de revestimentos
- Família ocupacional
- 7165 — Aplicadores de Revestimentos Cerâmicos, Pastilhas, Pedras e Madeiras
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um rejuntador de revestimentos?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.170 por mês e a média R$ 2.211,36. Metade das 431 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.730 e R$ 2.670. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de rejuntador de revestimentos?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7165-40, dentro da família ocupacional 7165 — Aplicadores de Revestimentos Cerâmicos, Pastilhas, Pedras e Madeiras.
- Em qual estado rejuntador de revestimentos ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, São Paulo teve o maior salário de admissão: R$ 2.675 (100 contratações no período).
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Ladrilheiro · R$ 2.690
- Marmorista (construção) · R$ 2.290
- Lustrador de piso · R$ 2.250
- Pastilheiro · R$ 2.670
- Assoalhador · R$ 2.270
- Mosaísta · R$ 2.010
- Alimentador de linha de produção · R$ 2.010
- Servente de obras · R$ 1.770
- Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) · R$ 2.770
- Pedreiro · R$ 2.610
- Ajudante de motorista · R$ 1.830
- Embalador, a mão · R$ 1.810
Entendendo o salário de rejuntador de revestimentos
O salário de rejuntador de revestimentos está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 2.170 paga a quem é contratado como rejuntador de revestimentos fica a 11% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 70% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.211,36 quase coincide com a mediana, o que indica salários homogêneos: as contratações de rejuntador de revestimentos se concentram numa faixa estreita, sem um punhado de contratos altos distorcendo o retrato. Nesse caso, média e mediana contam a mesma história.
O que a faixa de R$ 1.730 a R$ 2.670 significa?
Metade das 431 contratações de rejuntador de revestimentos do período ficou entre R$ 1.730 e R$ 2.670. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.730 e um quarto, mais de R$ 2.670. A distância entre as duas pontas é de R$ 940 por mês, ou R$ 11.280 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,54 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.170, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um rejuntador de revestimentos.
Dá para trabalhar como rejuntador de revestimentos sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 0,0% das admissões de rejuntador de revestimentos foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 283 das 354 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 79,9%.
A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 2.166,11 com "6ª a 9ª Fundamental" a R$ 2.498,96 com "Fundamental Completo". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de rejuntador de revestimentos — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.
Quem contrata rejuntador de revestimentos é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou rejuntador de revestimentos foi "Construção", com 373 admissões, ou 86,9% do total classificado. Somando os três primeiros — Construção, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas — chega-se a 95,6% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de rejuntador de revestimentos tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Construção". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 44 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
O mercado de rejuntador de revestimentos está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 460 admissões e 414 desligamentos de rejuntador de revestimentos, um saldo de +46 postos formais. O saldo positivo equivale a 10,0% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 10 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 460 admissões não querem dizer que existam 460 pessoas trabalhando como rejuntador de revestimentos no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Com que idade se entra na carreira de rejuntador de revestimentos?
O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 40 a 49 anos estão 33,0% das admissões de rejuntador de revestimentos — é a idade típica de entrada nesta ocupação.
A diferença entre faixas de idade é pequena: de R$ 2.168,77 em 40 a 49 anos a R$ 2.304,21 em 50 anos ou mais. O salário de entrada de rejuntador de revestimentos é definido pelo posto, e quase não premia tempo de estrada no momento da admissão.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Grau de instrução
A escolaridade declarada pelo empregador na admissão, do analfabeto ao doutorado. Mostra o que o mercado exigiu de fato nas contratações do período, que não é necessariamente o que a lei ou o conselho profissional exige.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.