Operador de caminhão (minas e pedreiras): quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de operador de caminhão (minas e pedreiras) no Brasil foi de R$ 2.870 por mês, e a média R$ 2.945,12. O cálculo usa 3.580 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7112-05.
Salário mediano
R$ 2.870
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.945,12
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 2.770–R$ 3.110
metade das contratações
Amostra
3.580
contratações no período
Como o salário de operador de caminhão (minas e pedreiras) se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,9 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 247. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 3.692 admissões e 2.121 desligamentos, saldo de +1.571 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Minas gerais, com 2.193 admissões e mediana de R$ 2.875.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um operador de caminhão (minas e pedreiras) por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| Minas gerais (MG) | R$ 2.875 | R$ 2.958,97 | 2.193 |
| Pará (PA) | R$ 2.925 | R$ 2.900,74 | 385 |
| Goiás (GO) | R$ 2.975 | R$ 2.979,40 | 362 |
| São Paulo (SP) | R$ 2.775 | R$ 2.902,99 | 170 |
| Mato Grosso (MT) | R$ 3.225 | R$ 3.567,36 | 122 |
| Bahia (BA) | — | R$ 2.679,16 | 69 |
| Distrito Federal (DF) | — | R$ 2.701,55 | 49 |
| Tocantins (TO) | — | R$ 2.703,38 | 30 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como operador de caminhão (minas e pedreiras) no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Até 5ª Incompleto | R$ 2.894,89 | 55 | 1,5% |
| 5ª Completo Fundamental | R$ 3.125,74 | 39 | 1,1% |
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 2.899,66 | 127 | 3,6% |
| Fundamental Completo | R$ 2.927,28 | 392 | 11,0% |
| Médio Incompleto | R$ 2.992,68 | 147 | 4,1% |
| Médio Completo | R$ 2.944,33 | 2.751 | 77,3% |
| Superior Completo | R$ 2.960,93 | 47 | 1,3% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.778,68 | 147 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.870,49 | 374 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.925,44 | 1.217 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.990,15 | 1.270 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.980,73 | 570 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.950,46 (3.402 admissões) e mulheres com R$ 2.842,99 (178 admissões), uma diferença de 3,8% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Construção: 2.369 contratações.
- Indústrias Extrativas: 565 contratações.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 340 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 116 contratações.
- Indústrias de Transformação: 72 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 52 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 7112-05
- Título oficial
- Operador de caminhão (minas e pedreiras)
- Família ocupacional
- 7112 — Família ocupacional 7112
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para operador de caminhão (minas e pedreiras)
A CBO registra estes sinônimos para o código 7112-05. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Operador de caminhão fora de estrada
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um operador de caminhão (minas e pedreiras)?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.870 por mês e a média R$ 2.945,12. Metade das 3.580 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.770 e R$ 3.110. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de operador de caminhão (minas e pedreiras)?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7112-05, dentro da família ocupacional 7112 — Família ocupacional 7112.
- Em qual estado operador de caminhão (minas e pedreiras) ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Mato Grosso teve o maior salário de admissão: R$ 3.225 (122 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser operador de caminhão (minas e pedreiras)?
- Entre as pessoas contratadas no período, 1,3% tinham ensino superior completo ou mais e 77,3% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Operador de máquina perfuratriz · R$ 2.810
- Operador de carregadeira · R$ 2.510
- Operador de máquina perfuradora (minas e pedreiras) · R$ 3.010
- Operador de máquina cortadora (minas e pedreiras) · R$ 2.850
- Operador de trator (minas e pedreiras) · R$ 2.630
- Operador de motoniveladora (extração de minerais sólidos) · R$ 3.850
- Operador de máquina de extração contínua (minas de carvão) · R$ 2.810
- Alimentador de linha de produção · R$ 2.010
- Servente de obras · R$ 1.770
- Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) · R$ 2.770
- Pedreiro · R$ 2.610
- Ajudante de motorista · R$ 1.830
Entendendo o salário de operador de caminhão (minas e pedreiras)
Quanto um operador de caminhão (minas e pedreiras) ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 2.870 paga a quem é contratado como operador de caminhão (minas e pedreiras) fica 47% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 90% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.945,12 quase coincide com a mediana, o que indica salários homogêneos: as contratações de operador de caminhão (minas e pedreiras) se concentram numa faixa estreita, sem um punhado de contratos altos distorcendo o retrato. Nesse caso, média e mediana contam a mesma história.
Por que quase todo operador de caminhão (minas e pedreiras) entra ganhando o mesmo valor?
Metade das 3.580 contratações de operador de caminhão (minas e pedreiras) do período ficou entre R$ 2.770 e R$ 3.110. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.770 e um quarto, mais de R$ 3.110. A distância entre as duas pontas é de R$ 340 por mês, ou R$ 4.080 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
As pontas estão próximas: o terceiro quartil é apenas 1,12 vez o primeiro. Isso acontece quando um piso de convenção coletiva, um piso legal ou o próprio salário mínimo governam a contratação de operador de caminhão (minas e pedreiras). Nesses casos, negociar acima da faixa é mais difícil, e o ganho costuma vir de adicionais e horas extras — que não entram neste valor.
Onde operador de caminhão (minas e pedreiras) ganha mais e onde ganha menos no Brasil?
Entre os 5 estados com amostra suficiente, Mato Grosso pagou a maior mediana de admissão a operador de caminhão (minas e pedreiras): R$ 3.225 em 122 contratações. A menor ficou em São Paulo, com R$ 2.775 em 170 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 16%, ou R$ 450 por mês.
Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: Minas gerais respondeu por 2.193 das 3.580 admissões de operador de caminhão (minas e pedreiras) no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 16% vista aqui.
Dá para trabalhar como operador de caminhão (minas e pedreiras) sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 1,3% das admissões de operador de caminhão (minas e pedreiras) foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 2.751 das 3.558 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 77,3%.
A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 2.894,89 com "Até 5ª Incompleto" a R$ 3.125,74 com "5ª Completo Fundamental". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de operador de caminhão (minas e pedreiras) — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.
Quem contrata operador de caminhão (minas e pedreiras) é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou operador de caminhão (minas e pedreiras) foi "Construção", com 2.369 admissões, ou 67,4% do total classificado. Somando os três primeiros — Construção, Indústrias Extrativas, Transporte, Armazenagem e Correio — chega-se a 93,2% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de operador de caminhão (minas e pedreiras) tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Construção". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,9 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
O mercado de operador de caminhão (minas e pedreiras) está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 3.692 admissões e 2.121 desligamentos de operador de caminhão (minas e pedreiras), um saldo de +1.571 postos formais. O saldo positivo equivale a 42,6% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 43 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 3.692 admissões não querem dizer que existam 3.692 pessoas trabalhando como operador de caminhão (minas e pedreiras) no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Grau de instrução
A escolaridade declarada pelo empregador na admissão, do analfabeto ao doutorado. Mostra o que o mercado exigiu de fato nas contratações do período, que não é necessariamente o que a lei ou o conselho profissional exige.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.