Trabalho e Salários

Montador de calçados: quanto ganha e qual é o salário médio

A mediana do salário de admissão de montador de calçados no Brasil foi de R$ 1.650 por mês, e a média R$ 2.118,80. O cálculo usa 1.690 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7642-10.

Salário mediano

R$ 1.650

metade ganha mais, metade menos

Salário médio

R$ 2.118,80

média aritmética

Faixa mais comum

R$ 1.630–R$ 2.610

metade das contratações

Amostra

1.690

contratações no período

Como o salário de montador de calçados se distribui

Distribuição do salário de admissão de montador de calçados: metade das contratações entre R$ 1.630 e R$ 2.610, mediana de R$ 1.650A faixa colorida vai do primeiro quartil (R$ 1.630) ao terceiro quartil (R$ 2.610). A linha grossa é a mediana, de R$ 1.650. O ponto escuro é a média, de R$ 2.118,80. A linha tracejada é a mediana nacional de admissão, de R$ 1.950.R$ 0R$ 1 milR$ 2 milR$ 3 milmediana nacionalp25p75mediana R$ 1,7 mil
Faixa interquartil, mediana e média das 1.690 admissões de montador de calçados em março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio, gerado a partir dos microdados do Novo CAGED.

O que esses números dizem

  • Jornada contratada média: 44 horas semanais.
  • No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 882. Veja as profissões que mais pagam.
  • Movimentação no período: 2.183 admissões e 2.761 desligamentos, saldo de -578 vagas formais.
  • Estado que mais contratou: Ceará, com 748 admissões e mediana de R$ 1.625.

Antes de usar este número

Como ler este número

É salário de admissão, não salário de carreira

O valor é o combinado no contrato no dia em que a pessoa foi contratada como montador de calçados. Quem está na empresa há anos, recebeu promoção ou acumulou adicionais ganha mais do que isto. Entre as ocupações de amostra grande, esta fica no terço de baixo.

De onde vem o dado

Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026

São as competências 202603, 202604, 202605, 202606, 202607, 202608, baixadas do PDET do Ministério do Trabalho e Emprego e conferidas em 07/10/2026. Dados públicos, sem identificação do trabalhador. A classificação das ocupações é a CBO 2002.

Cuidado

Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito

Só publicamos valor com 30 admissões ou mais no recorte. É por isso que 2 estados da tabela aparecem sem mediana: havia contratações, mas poucas demais para um valor estável.

O que fazer com isso

Compare com o piso da sua categoria

Nenhum salário pode ficar abaixo do piso da convenção coletiva, do piso legal da categoria ou do salário mínimo. Confira a convenção vigente no Sistema Mediador e veja os pisos salariais por categoria.

Quanto ganha um montador de calçados por estado

Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.

EstadoMedianaMédiaContratações
Ceará (CE)R$ 1.625R$ 1.624,44748
São Paulo (SP)R$ 2.625R$ 2.667,87402
Minas gerais (MG)R$ 2.825R$ 2.665,61270
Rio Grande do Sul (RS)R$ 2.025R$ 2.221,51108
Bahia (BA)—R$ 1.632,3264
Santa Catarina (SC)—R$ 2.656,6147
Mediana do salário de admissão de montador de calçados por estado, de R$ 2.825 em Minas gerais (MG) a R$ 1.625 em Ceará (CE)Barras horizontais com a mediana de admissão em cada estado que teve pelo menos 30 contratações de montador de calçados no período, da maior para a menor.Minas gerais (MG)R$ 2.825São Paulo (SP)R$ 2.625Rio Grande do Sul (RS)R$ 2.025Ceará (CE)R$ 1.625
Estados com amostra suficiente, ordenados pela mediana. Fonte: Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio.

Salário por escolaridade

Escolaridade declarada de quem foi contratado como montador de calçados no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.

EscolaridadeSalário médioContrataçõesParticipação
6ª a 9ª FundamentalR$ 2.445,08925,8%
Fundamental CompletoR$ 2.489,78905,7%
Médio IncompletoR$ 2.337,721499,4%
Médio CompletoR$ 2.032,221.25579,1%

Salário por faixa de idade

O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.

Faixa de idadeSalário médioContratações
18 a 24 anosR$ 1.802,86623
25 a 29 anosR$ 2.028,24261
30 a 39 anosR$ 2.243,97356
40 a 49 anosR$ 2.490,72257
50 anos ou maisR$ 2.688,10161

Homens e mulheres

Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.274,69 (1.164 admissões) e mulheres com R$ 1.773,82 (526 admissões), uma diferença de 28,2% a favor dos homens.

Setores que mais contratam

Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.

  • Indústrias de Transformação: 1.588 contratações.
  • Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 81 contratações.
  • Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 7 contratações.
  • Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 6 contratações.
  • Informação e Comunicação: 3 contratações.
  • Alojamento e Alimentação: 2 contratações.

A ocupação na CBO

Código CBO 2002
7642-10
Título oficial
Montador de calçados
Família ocupacional
7642 — Operadores de Máquinas de Costurar e Montar Calçados

O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.

Outros nomes para montador de calçados

A CBO registra estes sinônimos para o código 7642-10. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.

  • Apontador de bicos (calçados)
  • Armador de calçados
  • Operador de máquina de apontar bico

Como esse valor é calculado

Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).

  • É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
  • É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
  • Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
  • Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um montador de calçados?
Na contratação, a mediana foi de R$ 1.650 por mês e a média R$ 2.118,80. Metade das 1.690 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.630 e R$ 2.610. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
Qual é o CBO de montador de calçados?
O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7642-10, dentro da família ocupacional 7642 — Operadores de Máquinas de Costurar e Montar Calçados.
Em qual estado montador de calçados ganha mais?
Entre os estados com amostra suficiente, Minas gerais teve o maior salário de admissão: R$ 2.825 (270 contratações no período).
Esse salário é líquido ou bruto?
É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.

Ocupações relacionadas

Entendendo o salário de montador de calçados

Por que o salário de montador de calçados fica abaixo da mediana do país?

A mediana de R$ 1.650 paga a quem é contratado como montador de calçados fica 15% abaixo da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 2% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.

A média de R$ 2.118,80 está 28% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de montador de calçados bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.

Por que o salário de montador de calçados varia tanto de um contrato para o outro?

Metade das 1.690 contratações de montador de calçados do período ficou entre R$ 1.630 e R$ 2.610. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.630 e um quarto, mais de R$ 2.610. A distância entre as duas pontas é de R$ 980 por mês, ou R$ 11.760 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.

O terceiro quartil é 1,6 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de montador de calçados está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.

Em que estado vale mais a pena trabalhar como montador de calçados?

Entre os 4 estados com amostra suficiente, Minas gerais pagou a maior mediana de admissão a montador de calçados: R$ 2.825 em 270 contratações. A menor ficou em Ceará, com R$ 1.625 em 748 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 74%, ou R$ 1.200 por mês.

Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: Ceará respondeu por 748 das 1.690 admissões de montador de calçados no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 74% vista aqui.

Dá para trabalhar como montador de calçados sem faculdade?

A faculdade não é a porta de entrada: só 0,0% das admissões de montador de calçados foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 1.255 das 1.586 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 79,1%.

A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 2.032,22 com "Médio Completo" a R$ 2.489,78 com "Fundamental Completo". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de montador de calçados — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.

Quem contrata montador de calçados é quase sempre um setor só — qual?

Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou montador de calçados foi "Indústrias de Transformação", com 1.588 admissões, ou 94,1% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 99,3% das contratações.

Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de montador de calçados tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Indústrias de Transformação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 44 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.

Por que montador de calçados fechou mais vagas do que abriu?

Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 2.183 admissões e 2.761 desligamentos de montador de calçados, um saldo de -578 postos formais. O saldo negativo equivale a 26,5% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.

Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 2.183 admissões não querem dizer que existam 2.183 pessoas trabalhando como montador de calçados no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.

Os termos que esta página usa

CBO

Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Família ocupacional

Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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CAGED

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Admissão

A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Desligamento

A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Saldo de empregos

Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

Mediana

O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.

Ver no glossário completo

Média

A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.

Ver no glossário completo

Quartil

Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.

Ver no glossário completo

Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.

Fonte dos dados

  • Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
  • Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
  • Data da coleta: 07/10/2026.
  • Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
  • Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
  • Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
  • Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.

Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.