Engenheiro de produção: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de engenheiro de produção no Brasil foi de R$ 11.730 por mês, e a média R$ 11.181,00. O cálculo usa 2.363 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 2149-05.
Salário mediano
R$ 11.730
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 11.181,00
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 7.510–R$ 13.770
metade das contratações
Amostra
2.363
contratações no período
Como o salário de engenheiro de produção se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 42,7 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 15. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 2.402 admissões e 2.567 desligamentos, saldo de -165 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 766 admissões e mediana de R$ 10.525.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um engenheiro de produção por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 10.525 | R$ 10.430,68 | 766 |
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 12.675 | R$ 13.251,31 | 513 |
| Minas gerais (MG) | R$ 12.475 | R$ 11.954,66 | 302 |
| Bahia (BA) | R$ 12.125 | R$ 12.001,10 | 127 |
| Paraná (PR) | R$ 8.625 | R$ 8.084,22 | 108 |
| Espírito Santo (ES) | — | R$ 14.281,21 | 81 |
| Santa Catarina (SC) | — | R$ 7.304,39 | 68 |
| Goiás (GO) | — | R$ 9.429,30 | 57 |
| Amazonas (AM) | — | R$ 9.134,39 | 49 |
| Rio Grande do Sul (RS) | — | R$ 8.949,03 | 41 |
| Distrito Federal (DF) | — | R$ 14.046,48 | 37 |
| Ceará (CE) | — | R$ 7.002,96 | 36 |
| Pará (PA) | — | R$ 11.174,48 | 34 |
| Mato Grosso (MT) | — | R$ 11.457,58 | 34 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como engenheiro de produção no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Médio Completo | R$ 6.960,72 | 206 | 8,8% |
| Superior Incompleto | R$ 6.674,02 | 124 | 5,3% |
| Superior Completo | R$ 11.313,67 | 1.463 | 62,5% |
| Mestrado | R$ 14.046,51 | 78 | 3,3% |
| Pós-Graduação completa | R$ 13.297,15 | 469 | 20,0% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 5.874,74 | 183 |
| 25 a 29 anos | R$ 9.000,83 | 500 |
| 30 a 39 anos | R$ 11.937,78 | 968 |
| 40 a 49 anos | R$ 12.799,33 | 527 |
| 50 anos ou mais | R$ 13.775,82 | 184 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 11.431,75 (1.658 admissões) e mulheres com R$ 10.591,31 (705 admissões), uma diferença de 7,9% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Indústrias de Transformação: 1.044 contratações.
- Construção: 291 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 283 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 238 contratações.
- Indústrias Extrativas: 148 contratações.
- Informação e Comunicação: 127 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 2149-05
- Título oficial
- Engenheiro de produção
- Família ocupacional
- 2149 — Engenheiros de Produção, Qualidade, Segurança e Afins
- Grande grupo
- Profissionais das ciências e das artes
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para engenheiro de produção
A CBO registra estes sinônimos para o código 2149-05. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Engenheiro de organização e métodos
- Engenheiro de organização industrial
- Engenheiro de planejamento industrial
- Engenheiro de processamento
- Engenheiro de processos
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um engenheiro de produção?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 11.730 por mês e a média R$ 11.181,00. Metade das 2.363 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 7.510 e R$ 13.770. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de engenheiro de produção?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 2149-05, dentro da família ocupacional 2149 — Engenheiros de Produção, Qualidade, Segurança e Afins.
- Em qual estado engenheiro de produção ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Espírito Santo teve o maior salário de admissão: R$ 14.281 (81 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser engenheiro de produção?
- Entre as pessoas contratadas no período, 85,9% tinham ensino superior completo ou mais e 8,8% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Engenheiro de segurança do trabalho · R$ 12.010
- Engenheiro de controle de qualidade · R$ 10.850
- Tecnólogo em segurança do trabalho · R$ 3.390
- Tecnólogo em produção industrial · R$ 3.030
- Higienista ocupacional · R$ 1.710
- Engenheiro de tempos e movimentos · R$ 2.490
- Engenheiro de riscos · R$ 13.590
- Enfermeiro · R$ 4.150
- Administrador · R$ 4.010
- Analista de desenvolvimento de sistemas · R$ 7.510
- Analista de recursos humanos · R$ 3.810
- Farmacêutico · R$ 4.730
Entendendo o salário de engenheiro de produção
Quanto um engenheiro de produção ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 11.730 paga a quem é contratado como engenheiro de produção é mais do que o dobro da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 100% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 11.181,00 quase coincide com a mediana, o que indica salários homogêneos: as contratações de engenheiro de produção se concentram numa faixa estreita, sem um punhado de contratos altos distorcendo o retrato. Nesse caso, média e mediana contam a mesma história.
Por que o salário de engenheiro de produção varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 2.363 contratações de engenheiro de produção do período ficou entre R$ 7.510 e R$ 13.770. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 7.510 e um quarto, mais de R$ 13.770. A distância entre as duas pontas é de R$ 6.260 por mês, ou R$ 75.120 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 1,8 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de engenheiro de produção está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Em que estado vale mais a pena trabalhar como engenheiro de produção?
Entre os 5 estados com amostra suficiente, Rio de Janeiro pagou a maior mediana de admissão a engenheiro de produção: R$ 12.675 em 513 contratações. A menor ficou em Paraná, com R$ 8.625 em 108 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 47%, ou R$ 4.050 por mês.
Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: São Paulo respondeu por 766 das 2.363 admissões de engenheiro de produção no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 47% vista aqui.
Precisa de diploma de nível superior para ser engenheiro de produção?
A contratação de engenheiro de produção é dominada por quem tem diploma: 85,9% das admissões do período foram de pessoas com ensino superior completo ou mais. A escolaridade mais frequente foi "Superior Completo", com 1.463 das 2.340 contratações classificadas.
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Mestrado" recebeu em média R$ 14.046,51, contra R$ 6.674,02 de quem entrou com "Superior Incompleto" — 110% de diferença. A CBO em si não exige diploma para engenheiro de produção; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Em que setores um engenheiro de produção encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou engenheiro de produção foi "Indústrias de Transformação", com 1.044 admissões, ou 49,0% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Construção, Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas — chega-se a 75,9% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como engenheiro de produção: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 42,7 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
Por que engenheiro de produção fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 2.402 admissões e 2.567 desligamentos de engenheiro de produção, um saldo de -165 postos formais. O saldo negativo equivale a 6,9% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 2.402 admissões não querem dizer que existam 2.402 pessoas trabalhando como engenheiro de produção no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.