Desenhista industrial de produto (designer de produto): quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de desenhista industrial de produto (designer de produto) no Brasil foi de R$ 4.010 por mês, e a média R$ 6.296,94. O cálculo usa 654 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 2624-20.
Salário mediano
R$ 4.010
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 6.296,94
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 2.510–R$ 8.310
metade das contratações
Amostra
654
contratações no período
Como o salário de desenhista industrial de produto (designer de produto) se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 42,5 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 114. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 662 admissões e 739 desligamentos, saldo de -77 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 317 admissões e mediana de R$ 6.025.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um desenhista industrial de produto (designer de produto) por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 6.025 | R$ 8.140,24 | 317 |
| Minas gerais (MG) | — | R$ 6.422,83 | 75 |
| Rio de Janeiro (RJ) | — | R$ 4.192,17 | 54 |
| Santa Catarina (SC) | — | R$ 4.880,43 | 52 |
| Paraná (PR) | — | R$ 4.710,77 | 43 |
| Rio Grande do Sul (RS) | — | R$ 3.924,01 | 37 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como desenhista industrial de produto (designer de produto) no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Médio Completo | R$ 3.291,73 | 206 | 32,5% |
| Superior Incompleto | R$ 4.438,57 | 84 | 13,3% |
| Superior Completo | R$ 8.074,46 | 285 | 45,0% |
| Pós-Graduação completa | R$ 11.197,38 | 58 | 9,2% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.919,33 | 167 |
| 25 a 29 anos | R$ 5.558,85 | 176 |
| 30 a 39 anos | R$ 9.098,47 | 210 |
| 40 a 49 anos | R$ 8.905,58 | 70 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 6.394,42 (363 admissões) e mulheres com R$ 6.175,35 (291 admissões), uma diferença de 3,5% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Indústrias de Transformação: 224 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 153 contratações.
- Informação e Comunicação: 119 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 60 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 43 contratações.
- Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados: 18 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 2624-20
- Título oficial
- Desenhista industrial de produto (designer de produto)
- Família ocupacional
- 2624 — Família ocupacional 2624
- Grande grupo
- Profissionais das ciências e das artes
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para desenhista industrial de produto (designer de produto)
A CBO registra estes sinônimos para o código 2624-20. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Desenhista de produto (artigos esportivos)
- Desenhista de produto (brinquedos)
- Desenhista de produto (construção civil)
- Desenhista de produto (cuidados pessoais)
- Desenhista de produto (eletroeletrônicos e eletrodomésticos)
- Desenhista de produto (embalagem)
- Desenhista de produto (iluminação)
- Desenhista de produto (jóias)
- Desenhista de produto (máquinas e equipamentos)
- Desenhista de produto (material promocional)
- Desenhista de produto (mobiliário)
- Desenhista de produto (transporte)
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um desenhista industrial de produto (designer de produto)?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 4.010 por mês e a média R$ 6.296,94. Metade das 654 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.510 e R$ 8.310. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de desenhista industrial de produto (designer de produto)?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 2624-20, dentro da família ocupacional 2624 — Família ocupacional 2624.
- Em qual estado desenhista industrial de produto (designer de produto) ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Minas gerais teve o maior salário de admissão: R$ 6.423 (75 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser desenhista industrial de produto (designer de produto)?
- Entre as pessoas contratadas no período, 54,2% tinham ensino superior completo ou mais e 32,5% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Desenhista industrial gráfico (designer gráfico) · R$ 2.810
- Desenhista industrial de produto de moda (designer de moda) · R$ 3.010
- Artista (artes visuais) · R$ 2.010
- Conservador-restaurador de bens culturais · R$ 3.010
- Enfermeiro · R$ 4.150
- Administrador · R$ 4.010
- Analista de desenvolvimento de sistemas · R$ 7.510
- Analista de recursos humanos · R$ 3.810
- Farmacêutico · R$ 4.730
- Contador · R$ 4.510
- Secretária(o) executiva(o) · R$ 1.970
- Analista de suporte computacional · R$ 3.010
Entendendo o salário de desenhista industrial de produto (designer de produto)
Quanto um desenhista industrial de produto (designer de produto) ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 4.010 paga a quem é contratado como desenhista industrial de produto (designer de produto) é mais do que o dobro da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 96% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 6.296,94 está 57% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de desenhista industrial de produto (designer de produto) bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que o salário de desenhista industrial de produto (designer de produto) varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 654 contratações de desenhista industrial de produto (designer de produto) do período ficou entre R$ 2.510 e R$ 8.310. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.510 e um quarto, mais de R$ 8.310. A distância entre as duas pontas é de R$ 5.800 por mês, ou R$ 69.600 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 3,3 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de desenhista industrial de produto (designer de produto) está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Que escolaridade o mercado exige de um desenhista industrial de produto (designer de produto)?
O mercado de desenhista industrial de produto (designer de produto) é misto: 54,2% das admissões foram de pessoas com ensino superior completo ou mais, e a escolaridade mais frequente foi "Superior Completo" (285 de 633 contratações classificadas).
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Pós-Graduação completa" recebeu em média R$ 11.197,38, contra R$ 3.291,73 de quem entrou com "Médio Completo" — 240% de diferença. A CBO em si não exige diploma para desenhista industrial de produto (designer de produto); o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Em que setores um desenhista industrial de produto (designer de produto) encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou desenhista industrial de produto (designer de produto) foi "Indústrias de Transformação", com 224 admissões, ou 36,3% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Informação e Comunicação — chega-se a 80,4% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como desenhista industrial de produto (designer de produto): a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 42,5 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
Por que desenhista industrial de produto (designer de produto) fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 662 admissões e 739 desligamentos de desenhista industrial de produto (designer de produto), um saldo de -77 postos formais. O saldo negativo equivale a 11,6% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 662 admissões não querem dizer que existam 662 pessoas trabalhando como desenhista industrial de produto (designer de produto) no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Com que idade se entra na carreira de desenhista industrial de produto (designer de produto)?
O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 30 a 39 anos estão 33,7% das admissões de desenhista industrial de produto (designer de produto) — é a idade típica de entrada nesta ocupação.
A idade pesa no valor: 30 a 39 anos entrou com média de R$ 9.098,47 e 18 a 24 anos, com R$ 2.919,33 — 212% de diferença. Em ocupações assim, experiência reconhecida vale salário na hora da contratação.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.