Vendedor ambulante: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de vendedor ambulante no Brasil foi de R$ 1.870 por mês, e a média R$ 2.009,52. O cálculo usa 568 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 5243-05.
Salário mediano
R$ 1.870
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.009,52
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.650–R$ 2.130
metade das contratações
Amostra
568
contratações no período
Como o salário de vendedor ambulante se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,7 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 739. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 5.304 admissões e 6.058 desligamentos, saldo de -754 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 161 admissões e mediana de R$ 2.125.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um vendedor ambulante por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 2.125 | R$ 2.292,25 | 161 |
| Minas gerais (MG) | R$ 1.675 | R$ 1.802,78 | 119 |
| Paraná (PR) | — | R$ 2.164,76 | 60 |
| Rio Grande do Sul (RS) | — | R$ 2.163,17 | 34 |
| Ceará (CE) | — | R$ 1.694,07 | 31 |
| Goiás (GO) | — | R$ 1.738,35 | 30 |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 1.863,88 | 120 |
| 25 a 29 anos | R$ 1.942,07 | 102 |
| 30 a 39 anos | R$ 1.898,94 | 139 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.143,73 | 122 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.316,88 | 77 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.039,15 (354 admissões) e mulheres com R$ 1.960,50 (214 admissões), uma diferença de 4,0% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 376 contratações.
- Indústrias de Transformação: 42 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 36 contratações.
- Outras Atividades de Serviços: 31 contratações.
- Alojamento e Alimentação: 19 contratações.
- Informação e Comunicação: 18 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 5243-05
- Título oficial
- Vendedor ambulante
- Família ocupacional
- 5243 — Vendedores Ambulantes
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para vendedor ambulante
A CBO registra estes sinônimos para o código 5243-05. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Ambulante
- Baleiro (ambulante)
- Camelô (comércio ambulante)
- Doceiro (comércio ambulante)
- Garrafeiro (comércio ambulante)
- Jornaleiro (ambulante)
- Leiteiro (comércio ambulante)
- Sorveteiro (comércio ambulante)
- Vendedor de cachorro quente
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um vendedor ambulante?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 1.870 por mês e a média R$ 2.009,52. Metade das 568 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.650 e R$ 2.130. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de vendedor ambulante?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 5243-05, dentro da família ocupacional 5243 — Vendedores Ambulantes.
- Em qual estado vendedor ambulante ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Paraná teve o maior salário de admissão: R$ 2.165 (60 contratações no período).
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Faxineiro · R$ 1.790
- Vendedor de comércio varejista · R$ 1.830
- Atendente de lojas e mercados · R$ 1.810
- Auxiliar nos serviços de alimentação · R$ 1.830
- Repositor de mercadorias · R$ 1.830
- Atendente de lanchonete · R$ 1.770
- Cozinheiro geral · R$ 1.930
- Porteiro de edifícios · R$ 2.030
- Promotor de vendas · R$ 1.830
- Frentista · R$ 1.730
- Vigilante · R$ 2.210
- Trabalhador de serviços de limpeza e conservação de áreas públicas · R$ 1.730
Entendendo o salário de vendedor ambulante
O salário de vendedor ambulante está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 1.870 paga a quem é contratado como vendedor ambulante fica a 4% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 42% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.009,52 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 1.870 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
O que a faixa de R$ 1.650 a R$ 2.130 significa?
Metade das 568 contratações de vendedor ambulante do período ficou entre R$ 1.650 e R$ 2.130. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.650 e um quarto, mais de R$ 2.130. A distância entre as duas pontas é de R$ 480 por mês, ou R$ 5.760 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,29 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 1.870, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um vendedor ambulante.
Onde vendedor ambulante ganha mais e onde ganha menos no Brasil?
Entre os 2 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a vendedor ambulante: R$ 2.125 em 161 contratações. A menor ficou em Minas gerais, com R$ 1.675 em 119 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 27%, ou R$ 450 por mês.
São Paulo lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou vendedor ambulante no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 27% vista aqui.
Quem contrata vendedor ambulante é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou vendedor ambulante foi "Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas", com 376 admissões, ou 72,0% do total classificado. Somando os três primeiros — Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Indústrias de Transformação, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 87,0% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de vendedor ambulante tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,7 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
Por que vendedor ambulante fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 5.304 admissões e 6.058 desligamentos de vendedor ambulante, um saldo de -754 postos formais. O saldo negativo equivale a 14,2% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 5.304 admissões não querem dizer que existam 5.304 pessoas trabalhando como vendedor ambulante no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Com que idade se entra na carreira de vendedor ambulante?
O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 30 a 39 anos estão 24,8% das admissões de vendedor ambulante — é a idade típica de entrada nesta ocupação.
A diferença entre faixas de idade é pequena: de R$ 1.863,88 em 18 a 24 anos a R$ 2.316,88 em 50 anos ou mais. O salário de entrada de vendedor ambulante é definido pelo posto, e quase não premia tempo de estrada no momento da admissão.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.