Trabalhador da cultura de milho e sorgo: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de trabalhador da cultura de milho e sorgo no Brasil foi de R$ 1.890 por mês, e a média R$ 2.069,72. O cálculo usa 5.284 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 6221-15.
Salário mediano
R$ 1.890
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.069,72
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.890–R$ 1.950
metade das contratações
Amostra
5.284
contratações no período
Como o salário de trabalhador da cultura de milho e sorgo se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,8 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 723. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 7.778 admissões e 8.050 desligamentos, saldo de -272 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Minas gerais, com 3.675 admissões e mediana de R$ 1.875.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um trabalhador da cultura de milho e sorgo por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| Minas gerais (MG) | R$ 1.875 | R$ 2.007,03 | 3.675 |
| Pernambuco (PE) | R$ 2.175 | R$ 2.246,95 | 629 |
| Mato Grosso (MT) | R$ 1.925 | R$ 1.986,01 | 297 |
| Goiás (GO) | R$ 1.875 | R$ 1.913,83 | 274 |
| São Paulo (SP) | R$ 2.425 | R$ 2.471,65 | 164 |
| Paraná (PR) | R$ 1.925 | R$ 2.107,58 | 129 |
| Rio Grande do Sul (RS) | — | R$ 3.768,99 | 75 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como trabalhador da cultura de milho e sorgo no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Analfabeto | R$ 1.922,38 | 40 | 0,8% |
| Até 5ª Incompleto | R$ 1.934,94 | 156 | 3,0% |
| 5ª Completo Fundamental | R$ 1.934,42 | 139 | 2,6% |
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 1.935,48 | 962 | 18,2% |
| Fundamental Completo | R$ 1.987,12 | 437 | 8,3% |
| Médio Incompleto | R$ 1.960,91 | 918 | 17,4% |
| Médio Completo | R$ 2.110,55 | 2.262 | 42,9% |
| Superior Incompleto | R$ 2.537,04 | 225 | 4,3% |
| Superior Completo | R$ 2.853,92 | 137 | 2,6% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.016,03 | 2.028 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.075,19 | 1.136 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.150,67 | 1.234 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.068,56 | 648 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.086,43 | 235 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.040,56 (4.372 admissões) e mulheres com R$ 2.209,52 (912 admissões), uma diferença de 7,6% a favor das mulheres.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura: 2.882 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 1.372 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 721 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 300 contratações.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 6 contratações.
- Indústrias de Transformação: 3 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 6221-15
- Título oficial
- Trabalhador da cultura de milho e sorgo
- Família ocupacional
- 6221 — Trabalhadores Agrícolas na Cultura de Gramíneas
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para trabalhador da cultura de milho e sorgo
A CBO registra estes sinônimos para o código 6221-15. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Plantador de milho e sorgo - empregador
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um trabalhador da cultura de milho e sorgo?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 1.890 por mês e a média R$ 2.069,72. Metade das 5.284 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.890 e R$ 1.950. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de trabalhador da cultura de milho e sorgo?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 6221-15, dentro da família ocupacional 6221 — Trabalhadores Agrícolas na Cultura de Gramíneas.
- Em qual estado trabalhador da cultura de milho e sorgo ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Rio Grande do Sul teve o maior salário de admissão: R$ 3.769 (75 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser trabalhador da cultura de milho e sorgo?
- Entre as pessoas contratadas no período, 2,6% tinham ensino superior completo ou mais e 42,9% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Trabalhador da cultura de cana-de-açúcar · R$ 1.650
- Trabalhador da cultura de arroz · R$ 2.110
- Trabalhador da cultura de trigo, aveia, cevada e triticale · R$ 2.010
- Trabalhador agropecuário em geral · R$ 1.810
- Trabalhador volante da agricultura · R$ 1.810
- Tratorista agrícola · R$ 2.370
- Trabalhador no cultivo de árvores frutíferas · R$ 1.850
- Operador de máquinas de beneficiamento de produtos agrícolas · R$ 2.510
- Trabalhador da pecuaria (bovinos corte) · R$ 2.130
- Jardineiro · R$ 1.850
- Trabalhador da avicultura de postura · R$ 1.930
- Trabalhador de extração florestal, em geral · R$ 1.810
Entendendo o salário de trabalhador da cultura de milho e sorgo
O salário de trabalhador da cultura de milho e sorgo está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 1.890 paga a quem é contratado como trabalhador da cultura de milho e sorgo fica a 3% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 43% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.069,72 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 1.890 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
Por que quase todo trabalhador da cultura de milho e sorgo entra ganhando o mesmo valor?
Metade das 5.284 contratações de trabalhador da cultura de milho e sorgo do período ficou entre R$ 1.890 e R$ 1.950. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.890 e um quarto, mais de R$ 1.950. A distância entre as duas pontas é de R$ 60 por mês, ou R$ 720 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
As pontas estão próximas: o terceiro quartil é apenas 1,03 vez o primeiro. Isso acontece quando um piso de convenção coletiva, um piso legal ou o próprio salário mínimo governam a contratação de trabalhador da cultura de milho e sorgo. Nesses casos, negociar acima da faixa é mais difícil, e o ganho costuma vir de adicionais e horas extras — que não entram neste valor.
Onde trabalhador da cultura de milho e sorgo ganha mais e onde ganha menos no Brasil?
Entre os 6 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a trabalhador da cultura de milho e sorgo: R$ 2.425 em 164 contratações. A menor ficou em Goiás, com R$ 1.875 em 274 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 29%, ou R$ 550 por mês.
Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: Minas gerais respondeu por 3.675 das 5.284 admissões de trabalhador da cultura de milho e sorgo no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 29% vista aqui.
Dá para trabalhar como trabalhador da cultura de milho e sorgo sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 2,6% das admissões de trabalhador da cultura de milho e sorgo foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 2.262 das 5.276 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 42,9%.
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Superior Completo" recebeu em média R$ 2.853,92, contra R$ 1.922,38 de quem entrou com "Analfabeto" — 48% de diferença. A CBO em si não exige diploma para trabalhador da cultura de milho e sorgo; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Em que setores um trabalhador da cultura de milho e sorgo encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou trabalhador da cultura de milho e sorgo foi "Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura", com 2.882 admissões, ou 54,5% do total classificado. Somando os três primeiros — Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura, Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 94,2% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como trabalhador da cultura de milho e sorgo: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 43,8 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
Por que trabalhador da cultura de milho e sorgo fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 7.778 admissões e 8.050 desligamentos de trabalhador da cultura de milho e sorgo, um saldo de -272 postos formais. O saldo negativo equivale a 3,5% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 7.778 admissões não querem dizer que existam 7.778 pessoas trabalhando como trabalhador da cultura de milho e sorgo no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.