Supervisor de carga e descarga: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de supervisor de carga e descarga no Brasil foi de R$ 3.190 por mês, e a média R$ 3.589,14. O cálculo usa 2.611 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 3423-15.
Salário mediano
R$ 3.190
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 3.589,14
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 2.350–R$ 4.150
metade das contratações
Amostra
2.611
contratações no período
Como o salário de supervisor de carga e descarga se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,9 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 192. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 2.642 admissões e 4.370 desligamentos, saldo de -1.728 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 635 admissões e mediana de R$ 3.725.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um supervisor de carga e descarga por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 3.725 | R$ 4.350,25 | 635 |
| Minas gerais (MG) | R$ 3.775 | R$ 3.917,43 | 297 |
| Paraná (PR) | R$ 3.175 | R$ 3.361,39 | 230 |
| Mato Grosso (MT) | R$ 2.725 | R$ 3.198,43 | 203 |
| Santa Catarina (SC) | R$ 3.275 | R$ 3.706,93 | 171 |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 2.825 | R$ 3.307,88 | 141 |
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 3.475 | R$ 4.011,24 | 125 |
| Goiás (GO) | R$ 2.225 | R$ 2.847,15 | 125 |
| Bahia (BA) | R$ 2.225 | R$ 2.776,40 | 107 |
| Espírito Santo (ES) | — | R$ 3.624,95 | 91 |
| Pernambuco (PE) | — | R$ 2.839,95 | 79 |
| Mato Grosso do Sul (MS) | — | R$ 3.183,14 | 68 |
| Maranhão (MA) | — | R$ 2.612,05 | 51 |
| Pará (PA) | — | R$ 3.516,61 | 47 |
| Ceará (CE) | — | R$ 3.233,75 | 44 |
| Distrito Federal (DF) | — | R$ 2.651,99 | 41 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como supervisor de carga e descarga no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 2.750,22 | 38 | 1,5% |
| Fundamental Completo | R$ 3.037,74 | 66 | 2,6% |
| Médio Incompleto | R$ 2.555,52 | 86 | 3,3% |
| Médio Completo | R$ 3.127,75 | 1.529 | 59,4% |
| Superior Incompleto | R$ 3.769,57 | 184 | 7,1% |
| Superior Completo | R$ 4.495,76 | 587 | 22,8% |
| Pós-Graduação completa | R$ 7.187,27 | 85 | 3,3% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.464,49 | 266 |
| 25 a 29 anos | R$ 3.158,29 | 446 |
| 30 a 39 anos | R$ 3.750,68 | 906 |
| 40 a 49 anos | R$ 3.994,04 | 731 |
| 50 anos ou mais | R$ 3.795,30 | 260 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 3.576,85 (2.324 admissões) e mulheres com R$ 3.688,71 (287 admissões), uma diferença de 3,0% a favor das mulheres.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 1.403 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 650 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 249 contratações.
- Indústrias de Transformação: 160 contratações.
- Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura: 46 contratações.
- Construção: 39 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 3423-15
- Título oficial
- Supervisor de carga e descarga
- Família ocupacional
- 3423 — Técnicos em Transportes Rodoviários
- Grande grupo
- Técnicos de nível médio
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para supervisor de carga e descarga
A CBO registra estes sinônimos para o código 3423-15. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Chefe de armazém (técnicos em transportes rodoviários)
- Chefe de carga e descarga no transporte rodoviário
- Chefe de depósito
- Encarregado de carga e descarga no transporte rodoviário
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um supervisor de carga e descarga?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 3.190 por mês e a média R$ 3.589,14. Metade das 2.611 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.350 e R$ 4.150. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de supervisor de carga e descarga?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 3423-15, dentro da família ocupacional 3423 — Técnicos em Transportes Rodoviários.
- Em qual estado supervisor de carga e descarga ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Minas gerais teve o maior salário de admissão: R$ 3.775 (297 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser supervisor de carga e descarga?
- Entre as pessoas contratadas no período, 26,1% tinham ensino superior completo ou mais e 59,4% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Inspetor de serviços de transportes rodoviários (passageiros e cargas) · R$ 2.370
- Chefe de serviço de transporte rodoviário (passageiros e cargas) · R$ 3.010
- Técnico de enfermagem · R$ 2.390
- Assistente de vendas · R$ 2.050
- Auxiliar de desenvolvimento infantil · R$ 1.850
- Técnico em segurança do trabalho · R$ 3.870
- Agente de vendas de serviços · R$ 1.950
- Controlador de entrada e saída · R$ 2.030
- Tecnico de apoio ao usuario de informatica (helpdesk) · R$ 2.210
- Inspetor de qualidade · R$ 2.410
- Inspetor de alunos de escola pública · R$ 1.830
- Tecnólogo em logística de transporte · R$ 2.610
Entendendo o salário de supervisor de carga e descarga
Quanto um supervisor de carga e descarga ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 3.190 paga a quem é contratado como supervisor de carga e descarga fica 64% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950 — uma distância grande. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 93% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 3.589,14 está 13% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de supervisor de carga e descarga bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que o salário de supervisor de carga e descarga varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 2.611 contratações de supervisor de carga e descarga do período ficou entre R$ 2.350 e R$ 4.150. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.350 e um quarto, mais de R$ 4.150. A distância entre as duas pontas é de R$ 1.800 por mês, ou R$ 21.600 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 1,8 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de supervisor de carga e descarga está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Em que estado vale mais a pena trabalhar como supervisor de carga e descarga?
Entre os 9 estados com amostra suficiente, Minas gerais pagou a maior mediana de admissão a supervisor de carga e descarga: R$ 3.775 em 297 contratações. A menor ficou em Bahia, com R$ 2.225 em 107 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 70%, ou R$ 1.550 por mês.
Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: São Paulo respondeu por 635 das 2.611 admissões de supervisor de carga e descarga no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 70% vista aqui.
Que escolaridade o mercado exige de um supervisor de carga e descarga?
O mercado de supervisor de carga e descarga é misto: 26,1% das admissões foram de pessoas com ensino superior completo ou mais, e a escolaridade mais frequente foi "Médio Completo" (1.529 de 2.575 contratações classificadas).
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Pós-Graduação completa" recebeu em média R$ 7.187,27, contra R$ 2.555,52 de quem entrou com "Médio Incompleto" — 181% de diferença. A CBO em si não exige diploma para supervisor de carga e descarga; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Em que setores um supervisor de carga e descarga encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou supervisor de carga e descarga foi "Transporte, Armazenagem e Correio", com 1.403 admissões, ou 55,1% do total classificado. Somando os três primeiros — Transporte, Armazenagem e Correio, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 90,4% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como supervisor de carga e descarga: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 43,9 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
Por que supervisor de carga e descarga fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 2.642 admissões e 4.370 desligamentos de supervisor de carga e descarga, um saldo de -1.728 postos formais. O saldo negativo equivale a 65,4% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 2.642 admissões não querem dizer que existam 2.642 pessoas trabalhando como supervisor de carga e descarga no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.