Salva-vidas: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de salva-vidas no Brasil foi de R$ 2.070 por mês, e a média R$ 2.199,18. O cálculo usa 1.862 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 5171-15.
Salário mediano
R$ 2.070
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.199,18
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.910–R$ 2.210
metade das contratações
Amostra
1.862
contratações no período
Como o salário de salva-vidas se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 42,1 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 562. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 2.027 admissões e 2.160 desligamentos, saldo de -133 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Rio de Janeiro, com 664 admissões e mediana de R$ 2.025.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um salva-vidas por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 2.025 | R$ 2.013,18 | 664 |
| São Paulo (SP) | R$ 2.125 | R$ 2.498,80 | 608 |
| Ceará (CE) | R$ 1.675 | R$ 1.694,87 | 103 |
| Minas gerais (MG) | — | R$ 2.262,26 | 86 |
| Bahia (BA) | — | R$ 1.879,66 | 68 |
| Goiás (GO) | — | R$ 2.037,18 | 60 |
| Pará (PA) | — | R$ 1.807,41 | 39 |
| Paraíba (PB) | — | R$ 1.888,31 | 38 |
| Pernambuco (PE) | — | R$ 2.775,18 | 36 |
| Distrito Federal (DF) | — | R$ 2.799,62 | 30 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como salva-vidas no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Fundamental Completo | R$ 2.112,95 | 70 | 3,8% |
| Médio Incompleto | R$ 1.940,58 | 69 | 3,8% |
| Médio Completo | R$ 2.188,14 | 1.581 | 86,3% |
| Superior Incompleto | R$ 2.327,77 | 44 | 2,4% |
| Superior Completo | R$ 2.776,17 | 67 | 3,7% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.095,21 | 570 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.163,20 | 382 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.257,25 | 517 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.287,86 | 279 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.395,27 | 109 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.186,44 (1.512 admissões) e mulheres com R$ 2.254,22 (350 admissões), uma diferença de 3,0% a favor das mulheres.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 749 contratações.
- Artes, Cultura, Esporte e Recreação: 465 contratações.
- Outras Atividades de Serviços: 236 contratações.
- Alojamento e Alimentação: 173 contratações.
- Saúde Humana e Serviços Sociais: 68 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 62 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 5171-15
- Título oficial
- Salva-vidas
- Família ocupacional
- 5171 — Bombeiros e Salva-vidas
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para salva-vidas
A CBO registra estes sinônimos para o código 5171-15. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Guarda-vidas
- Salva-surf
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um salva-vidas?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.070 por mês e a média R$ 2.199,18. Metade das 1.862 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.910 e R$ 2.210. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de salva-vidas?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 5171-15, dentro da família ocupacional 5171 — Bombeiros e Salva-vidas.
- Em qual estado salva-vidas ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Distrito Federal teve o maior salário de admissão: R$ 2.800 (30 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser salva-vidas?
- Entre as pessoas contratadas no período, 3,7% tinham ensino superior completo ou mais e 86,3% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Bombeiro civil · R$ 2.450
- Brigadista florestal · R$ 2.430
- Bombeiro de aeródromo · R$ 2.430
- Faxineiro · R$ 1.790
- Vendedor de comércio varejista · R$ 1.830
- Atendente de lojas e mercados · R$ 1.810
- Auxiliar nos serviços de alimentação · R$ 1.830
- Repositor de mercadorias · R$ 1.830
- Atendente de lanchonete · R$ 1.770
- Cozinheiro geral · R$ 1.930
- Porteiro de edifícios · R$ 2.030
- Promotor de vendas · R$ 1.830
Entendendo o salário de salva-vidas
O salário de salva-vidas está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 2.070 paga a quem é contratado como salva-vidas fica a 6% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 66% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.199,18 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 2.070 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
Por que quase todo salva-vidas entra ganhando o mesmo valor?
Metade das 1.862 contratações de salva-vidas do período ficou entre R$ 1.910 e R$ 2.210. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.910 e um quarto, mais de R$ 2.210. A distância entre as duas pontas é de R$ 300 por mês, ou R$ 3.600 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
As pontas estão próximas: o terceiro quartil é apenas 1,16 vez o primeiro. Isso acontece quando um piso de convenção coletiva, um piso legal ou o próprio salário mínimo governam a contratação de salva-vidas. Nesses casos, negociar acima da faixa é mais difícil, e o ganho costuma vir de adicionais e horas extras — que não entram neste valor.
Onde salva-vidas ganha mais e onde ganha menos no Brasil?
Entre os 3 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a salva-vidas: R$ 2.125 em 608 contratações. A menor ficou em Ceará, com R$ 1.675 em 103 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 27%, ou R$ 450 por mês.
Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: Rio de Janeiro respondeu por 664 das 1.862 admissões de salva-vidas no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 27% vista aqui.
Dá para trabalhar como salva-vidas sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 3,7% das admissões de salva-vidas foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 1.581 das 1.831 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 86,3%.
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Superior Completo" recebeu em média R$ 2.776,17, contra R$ 1.940,58 de quem entrou com "Médio Incompleto" — 43% de diferença. A CBO em si não exige diploma para salva-vidas; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Em que setores um salva-vidas encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou salva-vidas foi "Atividades Administrativas e Serviços Complementares", com 749 admissões, ou 42,7% do total classificado. Somando os três primeiros — Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Artes, Cultura, Esporte e Recreação, Outras Atividades de Serviços — chega-se a 82,7% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como salva-vidas: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 42,1 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
Por que salva-vidas fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 2.027 admissões e 2.160 desligamentos de salva-vidas, um saldo de -133 postos formais. O saldo negativo equivale a 6,6% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 2.027 admissões não querem dizer que existam 2.027 pessoas trabalhando como salva-vidas no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.