Professor de história do ensino fundamental: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de professor de história do ensino fundamental no Brasil foi de R$ 1.890 por mês, e a média R$ 2.103,58. O cálculo usa 160 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 2313-25.
Salário mediano
R$ 1.890
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.103,58
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 770–R$ 3.250
metade das contratações
Amostra
160
contratações no período
Como o salário de professor de história do ensino fundamental se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 25,1 horas semanais.
- Movimentação no período: 972 admissões e 775 desligamentos, saldo de +197 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 35 admissões.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 25 a 29 anos | R$ 2.018,91 | 45 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.030,35 | 54 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.541,85 | 32 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 1.944,48 (75 admissões) e mulheres com R$ 2.243,96 (85 admissões), uma diferença de 13,3% a favor das mulheres.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Educação: 118 contratações.
- Administração Pública, Defesa e Seguridade Social: 34 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 6 contratações.
- Saúde Humana e Serviços Sociais: 1 contratações.
- Outras Atividades de Serviços: 1 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 2313-25
- Título oficial
- Professor de história do ensino fundamental
- Família ocupacional
- 2313 — Professores de Nível Superior no Ensino Fundamental de Quinta a Oitava Série
- Grande grupo
- Profissionais das ciências e das artes
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para professor de história do ensino fundamental
A CBO registra estes sinônimos para o código 2313-25. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Professor de história na educação de jovens e adultos do ensino fundamental de 5ª a 8ª série
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um professor de história do ensino fundamental?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 1.890 por mês e a média R$ 2.103,58. Metade das 160 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 770 e R$ 3.250. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de professor de história do ensino fundamental?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 2313-25, dentro da família ocupacional 2313 — Professores de Nível Superior no Ensino Fundamental de Quinta a Oitava Série.
- Em qual estado professor de história do ensino fundamental ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, São Paulo teve o maior salário de admissão: R$ 3.008 (35 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser professor de história do ensino fundamental?
- Entre as pessoas contratadas no período, 100,0% tinham ensino superior completo ou mais e — tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Professor de educação física do ensino fundamental · R$ 2.270
- Professor de ciencias exatas e naturais do ensino fundamental · R$ 2.170
- Professor de língua estrangeira moderna do ensino fundamental · R$ 2.210
- Professor de língua portuguesa do ensino fundamental · R$ 1.990
- Professor de educação artística do ensino fundamental · R$ 2.210
- Professor de matemática do ensino fundamental · R$ 1.790
- Professor de geografia do ensino fundamental · R$ 1.710
- Enfermeiro · R$ 4.150
- Administrador · R$ 4.010
- Analista de desenvolvimento de sistemas · R$ 7.510
- Analista de recursos humanos · R$ 3.810
- Farmacêutico · R$ 4.730
Entendendo o salário de professor de história do ensino fundamental
O salário de professor de história do ensino fundamental está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 1.890 paga a quem é contratado como professor de história do ensino fundamental fica a 3% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 43% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.103,58 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 1.890 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
Por que o salário de professor de história do ensino fundamental varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 160 contratações de professor de história do ensino fundamental do período ficou entre R$ 770 e R$ 3.250. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 770 e um quarto, mais de R$ 3.250. A distância entre as duas pontas é de R$ 2.480 por mês, ou R$ 29.760 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 4,2 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de professor de história do ensino fundamental está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Quem contrata professor de história do ensino fundamental é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou professor de história do ensino fundamental foi "Educação", com 118 admissões, ou 73,8% do total classificado. Somando os três primeiros — Educação, Administração Pública, Defesa e Seguridade Social, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 98,8% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de professor de história do ensino fundamental tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Educação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 25,1 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
O mercado de professor de história do ensino fundamental está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 972 admissões e 775 desligamentos de professor de história do ensino fundamental, um saldo de +197 postos formais. O saldo positivo equivale a 20,3% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 20 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 972 admissões não querem dizer que existam 972 pessoas trabalhando como professor de história do ensino fundamental no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Com que idade se entra na carreira de professor de história do ensino fundamental?
O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 30 a 39 anos estão 41,2% das admissões de professor de história do ensino fundamental — é a idade típica de entrada nesta ocupação.
A idade pesa no valor: 40 a 49 anos entrou com média de R$ 2.541,85 e 25 a 29 anos, com R$ 2.018,91 — 26% de diferença. Em ocupações assim, experiência reconhecida vale salário na hora da contratação.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Amostra
Quantas contratações entraram na conta. Com poucas contratações, qualquer média é instável: dois contratos atípicos mudam o resultado. Por isso só publicamos valores quando o recorte tem pelo menos 30 admissões.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.