Operador de triagem e transbordo: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de operador de triagem e transbordo no Brasil foi de R$ 2.070 por mês, e a média R$ 2.104,80. O cálculo usa 1.404 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 4152-10.
Salário mediano
R$ 2.070
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.104,80
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.790–R$ 2.270
metade das contratações
Amostra
1.404
contratações no período
Como o salário de operador de triagem e transbordo se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,3 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 559. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 1.419 admissões e 1.205 desligamentos, saldo de +214 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 825 admissões e mediana de R$ 2.225.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um operador de triagem e transbordo por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 2.225 | R$ 2.196,06 | 825 |
| Minas gerais (MG) | R$ 1.875 | R$ 1.949,75 | 133 |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 1.875 | R$ 1.942,27 | 103 |
| Ceará (CE) | — | R$ 1.666,92 | 81 |
| Rio de Janeiro (RJ) | — | R$ 2.107,23 | 61 |
| Goiás (GO) | — | R$ 2.391,31 | 53 |
| Paraná (PR) | — | R$ 2.031,61 | 39 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como operador de triagem e transbordo no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 2.147,36 | 32 | 2,3% |
| Fundamental Completo | R$ 2.297,03 | 73 | 5,3% |
| Médio Incompleto | R$ 2.098,12 | 86 | 6,2% |
| Médio Completo | R$ 2.081,28 | 1.121 | 81,2% |
| Superior Incompleto | R$ 2.065,78 | 38 | 2,8% |
| Superior Completo | R$ 2.254,72 | 31 | 2,2% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 1.935,20 | 422 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.059,63 | 248 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.165,14 | 361 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.276,58 | 230 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.299,93 | 128 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.133,62 (1.015 admissões) e mulheres com R$ 2.029,58 (389 admissões), uma diferença de 5,1% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 876 contratações.
- Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura: 100 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 86 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 76 contratações.
- Alojamento e Alimentação: 61 contratações.
- Construção: 54 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 4152-10
- Título oficial
- Operador de triagem e transbordo
- Família ocupacional
- 4152 — Família ocupacional 4152
- Grande grupo
- Trabalhadores de serviços administrativos
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para operador de triagem e transbordo
A CBO registra estes sinônimos para o código 4152-10. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Classificador de correspondências (correios e telégrafos)
- Encarregado de malote
- Manipulador de correspondências (correios e telégrafos)
- Manipulador postal
- Selecionador de correspondências (correios e telégrafos)
- Separador de cargas postais (correios e telégrafos)
- Separador de correspondências (correios e telégrafos)
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um operador de triagem e transbordo?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.070 por mês e a média R$ 2.104,80. Metade das 1.404 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.790 e R$ 2.270. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de operador de triagem e transbordo?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 4152-10, dentro da família ocupacional 4152 — Família ocupacional 4152.
- Em qual estado operador de triagem e transbordo ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Goiás teve o maior salário de admissão: R$ 2.391 (53 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser operador de triagem e transbordo?
- Entre as pessoas contratadas no período, 2,2% tinham ensino superior completo ou mais e 81,2% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Entregador de publicações · R$ 1.730
- Carteiro · R$ 1.730
- Operador de caixa · R$ 1.830
- Auxiliar de logistica · R$ 2.030
- Assistente administrativo · R$ 2.210
- Auxiliar de escritório · R$ 1.950
- Recepcionista, em geral · R$ 1.810
- Almoxarife · R$ 2.110
- Operador de telemarketing ativo e receptivo · R$ 1.630
- Armazenista · R$ 1.930
- Estoquista · R$ 1.970
- Auxiliar de contabilidade · R$ 2.350
Entendendo o salário de operador de triagem e transbordo
O salário de operador de triagem e transbordo está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 2.070 paga a quem é contratado como operador de triagem e transbordo fica a 6% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 66% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.104,80 quase coincide com a mediana, o que indica salários homogêneos: as contratações de operador de triagem e transbordo se concentram numa faixa estreita, sem um punhado de contratos altos distorcendo o retrato. Nesse caso, média e mediana contam a mesma história.
O que a faixa de R$ 1.790 a R$ 2.270 significa?
Metade das 1.404 contratações de operador de triagem e transbordo do período ficou entre R$ 1.790 e R$ 2.270. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.790 e um quarto, mais de R$ 2.270. A distância entre as duas pontas é de R$ 480 por mês, ou R$ 5.760 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,27 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.070, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um operador de triagem e transbordo.
Onde operador de triagem e transbordo ganha mais e onde ganha menos no Brasil?
Entre os 3 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a operador de triagem e transbordo: R$ 2.225 em 825 contratações. A menor ficou em Rio Grande do Sul, com R$ 1.875 em 103 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 19%, ou R$ 350 por mês.
São Paulo lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou operador de triagem e transbordo no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 19% vista aqui.
Dá para trabalhar como operador de triagem e transbordo sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 2,2% das admissões de operador de triagem e transbordo foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 1.121 das 1.381 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 81,2%.
A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 2.065,78 com "Superior Incompleto" a R$ 2.297,03 com "Fundamental Completo". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de operador de triagem e transbordo — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.
Quem contrata operador de triagem e transbordo é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou operador de triagem e transbordo foi "Transporte, Armazenagem e Correio", com 876 admissões, ou 69,9% do total classificado. Somando os três primeiros — Transporte, Armazenagem e Correio, Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas — chega-se a 84,8% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de operador de triagem e transbordo tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Transporte, Armazenagem e Correio". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,3 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
O mercado de operador de triagem e transbordo está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 1.419 admissões e 1.205 desligamentos de operador de triagem e transbordo, um saldo de +214 postos formais. O saldo positivo equivale a 15,1% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 15 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 1.419 admissões não querem dizer que existam 1.419 pessoas trabalhando como operador de triagem e transbordo no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Grau de instrução
A escolaridade declarada pelo empregador na admissão, do analfabeto ao doutorado. Mostra o que o mercado exigiu de fato nas contratações do período, que não é necessariamente o que a lei ou o conselho profissional exige.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.