Trabalho e Salários

Entregador de publicações: quanto ganha e qual é o salário médio

A mediana do salário de admissão de entregador de publicações no Brasil foi de R$ 1.730 por mês, e a média R$ 1.801,83. O cálculo usa 1.057 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 4152-15.

Salário mediano

R$ 1.730

metade ganha mais, metade menos

Salário médio

R$ 1.801,83

média aritmética

Faixa mais comum

R$ 1.630–R$ 1.970

metade das contratações

Amostra

1.057

contratações no período

Como o salário de entregador de publicações se distribui

Distribuição do salário de admissão de entregador de publicações: metade das contratações entre R$ 1.630 e R$ 1.970, mediana de R$ 1.730A faixa colorida vai do primeiro quartil (R$ 1.630) ao terceiro quartil (R$ 1.970). A linha grossa é a mediana, de R$ 1.730. O ponto escuro é a média, de R$ 1.801,83. A linha tracejada é a mediana nacional de admissão, de R$ 1.950.R$ 0R$ 1 milR$ 2 milR$ 3 milmediana nacionalp25p75mediana R$ 1,7 mil
Faixa interquartil, mediana e média das 1.057 admissões de entregador de publicações em março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio, gerado a partir dos microdados do Novo CAGED.

O que esses números dizem

  • Jornada contratada média: 43 horas semanais.
  • No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 852. Veja as profissões que mais pagam.
  • Movimentação no período: 1.070 admissões e 1.085 desligamentos, saldo de -15 vagas formais.
  • Estado que mais contratou: São Paulo, com 241 admissões e mediana de R$ 2.025.

Antes de usar este número

Como ler este número

É salário de admissão, não salário de carreira

O valor é o combinado no contrato no dia em que a pessoa foi contratada como entregador de publicações. Quem está na empresa há anos, recebeu promoção ou acumulou adicionais ganha mais do que isto. Entre as ocupações de amostra grande, esta fica no terço de baixo.

De onde vem o dado

Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026

São as competências 202603, 202604, 202605, 202606, 202607, 202608, baixadas do PDET do Ministério do Trabalho e Emprego e conferidas em 07/10/2026. Dados públicos, sem identificação do trabalhador. A classificação das ocupações é a CBO 2002.

Cuidado

Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito

Só publicamos valor com 30 admissões ou mais no recorte. É por isso que 9 estados da tabela aparecem sem mediana: havia contratações, mas poucas demais para um valor estável.

O que fazer com isso

Compare com o piso da sua categoria

Nenhum salário pode ficar abaixo do piso da convenção coletiva, do piso legal da categoria ou do salário mínimo. Confira a convenção vigente no Sistema Mediador e veja os pisos salariais por categoria.

Quanto ganha um entregador de publicações por estado

Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.

EstadoMedianaMédiaContratações
São Paulo (SP)R$ 2.025R$ 2.008,59241
Rio de Janeiro (RJ)—R$ 1.756,9295
Pernambuco (PE)—R$ 1.616,6388
Minas gerais (MG)—R$ 1.833,1487
Bahia (BA)—R$ 1.657,1281
Goiás (GO)—R$ 1.735,3275
Pará (PA)—R$ 1.733,7460
Paraná (PR)—R$ 2.005,1055
Ceará (CE)—R$ 1.684,1544
Maranhão (MA)—R$ 1.694,2542

Salário por escolaridade

Escolaridade declarada de quem foi contratado como entregador de publicações no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.

EscolaridadeSalário médioContrataçõesParticipação
Fundamental CompletoR$ 1.754,62495,1%
Médio IncompletoR$ 1.814,00646,6%
Médio CompletoR$ 1.809,6785788,4%

Salário por faixa de idade

O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.

Faixa de idadeSalário médioContratações
18 a 24 anosR$ 1.797,55324
25 a 29 anosR$ 1.771,50250
30 a 39 anosR$ 1.782,87254
40 a 49 anosR$ 1.879,18161
50 anos ou maisR$ 1.831,7954

Homens e mulheres

Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 1.801,14 (916 admissões) e mulheres com R$ 1.806,35 (141 admissões), praticamente sem diferença.

Setores que mais contratam

Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.

  • Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 592 contratações.
  • Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 172 contratações.
  • Transporte, Armazenagem e Correio: 78 contratações.
  • Alojamento e Alimentação: 62 contratações.
  • Construção: 54 contratações.
  • Indústrias de Transformação: 23 contratações.

A ocupação na CBO

Código CBO 2002
4152-15
Título oficial
Entregador de publicações
Família ocupacional
4152 — Família ocupacional 4152

O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.

Outros nomes para entregador de publicações

A CBO registra estes sinônimos para o código 4152-15. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.

  • Ajudante de entregador de publicações
  • Entregador de assinaturas (jornais e revistas)
  • Entregador de jornais e revistas
  • Entregador de venda avulsa (jornais e revistas)

Como esse valor é calculado

Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).

  • É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
  • É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
  • Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
  • Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um entregador de publicações?
Na contratação, a mediana foi de R$ 1.730 por mês e a média R$ 1.801,83. Metade das 1.057 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.630 e R$ 1.970. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
Qual é o CBO de entregador de publicações?
O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 4152-15, dentro da família ocupacional 4152 — Família ocupacional 4152.
Em qual estado entregador de publicações ganha mais?
Entre os estados com amostra suficiente, São Paulo teve o maior salário de admissão: R$ 2.025 (241 contratações no período).
Esse salário é líquido ou bruto?
É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.

Ocupações relacionadas

Entendendo o salário de entregador de publicações

Por que o salário de entregador de publicações fica abaixo da mediana do país?

A mediana de R$ 1.730 paga a quem é contratado como entregador de publicações fica 11% abaixo da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 3% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.

A média de R$ 1.801,83 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 1.730 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.

Por que quase todo entregador de publicações entra ganhando o mesmo valor?

Metade das 1.057 contratações de entregador de publicações do período ficou entre R$ 1.630 e R$ 1.970. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.630 e um quarto, mais de R$ 1.970. A distância entre as duas pontas é de R$ 340 por mês, ou R$ 4.080 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.

As pontas estão próximas: o terceiro quartil é apenas 1,21 vez o primeiro. Isso acontece quando um piso de convenção coletiva, um piso legal ou o próprio salário mínimo governam a contratação de entregador de publicações. Nesses casos, negociar acima da faixa é mais difícil, e o ganho costuma vir de adicionais e horas extras — que não entram neste valor.

Dá para trabalhar como entregador de publicações sem faculdade?

A faculdade não é a porta de entrada: só 0,0% das admissões de entregador de publicações foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 857 das 970 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 88,4%.

A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 1.754,62 com "Fundamental Completo" a R$ 1.814,00 com "Médio Incompleto". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de entregador de publicações — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.

Quem contrata entregador de publicações é quase sempre um setor só — qual?

Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou entregador de publicações foi "Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas", com 592 admissões, ou 60,3% do total classificado. Somando os três primeiros — Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Transporte, Armazenagem e Correio — chega-se a 85,8% das contratações.

Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de entregador de publicações tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.

Por que entregador de publicações fechou mais vagas do que abriu?

Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 1.070 admissões e 1.085 desligamentos de entregador de publicações, um saldo de -15 postos formais. O saldo negativo equivale a 1,4% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.

Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 1.070 admissões não querem dizer que existam 1.070 pessoas trabalhando como entregador de publicações no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.

Com que idade se entra na carreira de entregador de publicações?

O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 18 a 24 anos estão 31,1% das admissões de entregador de publicações — é a idade típica de entrada nesta ocupação.

A diferença entre faixas de idade é pequena: de R$ 1.771,50 em 25 a 29 anos a R$ 1.879,18 em 40 a 49 anos. O salário de entrada de entregador de publicações é definido pelo posto, e quase não premia tempo de estrada no momento da admissão.

Os termos que esta página usa

CBO

Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Família ocupacional

Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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CAGED

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Admissão

A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Desligamento

A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

Saldo de empregos

Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

Mediana

O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.

Ver no glossário completo

Jornada contratada

As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.

Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).

Ver no glossário completo

CNAE

Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.

Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).

Ver no glossário completo

Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.

Fonte dos dados

  • Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
  • Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
  • Data da coleta: 07/10/2026.
  • Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
  • Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
  • Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
  • Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.

Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.