Médico ortopedista e traumatologista: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de médico ortopedista e traumatologista no Brasil foi de R$ 8.030 por mês, e a média R$ 8.285,16. O cálculo usa 130 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 2252-70.
Salário mediano
R$ 8.030
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 8.285,16
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 5.430–R$ 11.470
metade das contratações
Amostra
130
contratações no período
Como o salário de médico ortopedista e traumatologista se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 18,3 horas semanais.
- Movimentação no período: 162 admissões e 205 desligamentos, saldo de -43 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 30 admissões.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como médico ortopedista e traumatologista no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Superior Completo | R$ 8.996,62 | 88 | 71,0% |
| Pós-Graduação completa | R$ 6.353,01 | 36 | 29,0% |
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Saúde Humana e Serviços Sociais: 109 contratações.
- Administração Pública, Defesa e Seguridade Social: 8 contratações.
- Artes, Cultura, Esporte e Recreação: 6 contratações.
- Outras Atividades de Serviços: 4 contratações.
- Educação: 3 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 2252-70
- Título oficial
- Médico ortopedista e traumatologista
- Família ocupacional
- 2252 — Médicos em Especialidades Cirúrgicas
- Grande grupo
- Profissionais das ciências e das artes
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para médico ortopedista e traumatologista
A CBO registra estes sinônimos para o código 2252-70. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Cirurgião ortopedista
- Cirurgião traumatologista
- Médico ortopedista
- Médico traumatologista
- Ortopedista
- Traumatologista
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um médico ortopedista e traumatologista?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 8.030 por mês e a média R$ 8.285,16. Metade das 130 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 5.430 e R$ 11.470. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de médico ortopedista e traumatologista?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 2252-70, dentro da família ocupacional 2252 — Médicos em Especialidades Cirúrgicas.
- Em qual estado médico ortopedista e traumatologista ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, São Paulo teve o maior salário de admissão: R$ 7.041 (30 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser médico ortopedista e traumatologista?
- Entre as pessoas contratadas no período, 100,0% tinham ensino superior completo ou mais e — tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Médico ginecologista e obstetra · R$ 6.750
- Médico cirurgião geral · R$ 10.270
- Médico urologista · R$ 6.010
- Médico oftalmologista · R$ 5.450
- Médico otorrinolaringologista · R$ 6.010
- Médico cirurgião pediátrico · R$ 11.470
- Médico em cirurgia vascular · R$ 11.470
- Médico neurocirurgião · R$ 11.470
- Enfermeiro · R$ 4.150
- Administrador · R$ 4.010
- Analista de desenvolvimento de sistemas · R$ 7.510
- Analista de recursos humanos · R$ 3.810
Entendendo o salário de médico ortopedista e traumatologista
Quanto um médico ortopedista e traumatologista ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 8.030 paga a quem é contratado como médico ortopedista e traumatologista é mais do que o dobro da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 100% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 8.285,16 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 8.030 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
Por que o salário de médico ortopedista e traumatologista varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 130 contratações de médico ortopedista e traumatologista do período ficou entre R$ 5.430 e R$ 11.470. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 5.430 e um quarto, mais de R$ 11.470. A distância entre as duas pontas é de R$ 6.040 por mês, ou R$ 72.480 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 2,1 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de médico ortopedista e traumatologista está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Precisa de diploma de nível superior para ser médico ortopedista e traumatologista?
A contratação de médico ortopedista e traumatologista é dominada por quem tem diploma: 100,0% das admissões do período foram de pessoas com ensino superior completo ou mais. A escolaridade mais frequente foi "Superior Completo", com 88 das 124 contratações classificadas.
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Superior Completo" recebeu em média R$ 8.996,62, contra R$ 6.353,01 de quem entrou com "Pós-Graduação completa" — 42% de diferença. A CBO em si não exige diploma para médico ortopedista e traumatologista; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Quem contrata médico ortopedista e traumatologista é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou médico ortopedista e traumatologista foi "Saúde Humana e Serviços Sociais", com 109 admissões, ou 83,8% do total classificado. Somando os três primeiros — Saúde Humana e Serviços Sociais, Administração Pública, Defesa e Seguridade Social, Artes, Cultura, Esporte e Recreação — chega-se a 94,6% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de médico ortopedista e traumatologista tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Saúde Humana e Serviços Sociais". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 18,3 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
Por que médico ortopedista e traumatologista fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 162 admissões e 205 desligamentos de médico ortopedista e traumatologista, um saldo de -43 postos formais. O saldo negativo equivale a 26,5% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 162 admissões não querem dizer que existam 162 pessoas trabalhando como médico ortopedista e traumatologista no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Amostra
Quantas contratações entraram na conta. Com poucas contratações, qualquer média é instável: dois contratos atípicos mudam o resultado. Por isso só publicamos valores quando o recorte tem pelo menos 30 admissões.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.