Marinheiro de convés (marítimo e fluviário): quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de marinheiro de convés (marítimo e fluviário) no Brasil foi de R$ 2.170 por mês, e a média R$ 2.656,72. O cálculo usa 1.500 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7827-05.
Salário mediano
R$ 2.170
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.656,72
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.630–R$ 3.390
metade das contratações
Amostra
1.500
contratações no período
Como o salário de marinheiro de convés (marítimo e fluviário) se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 502. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 1.535 admissões e 1.640 desligamentos, saldo de -105 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Rio de Janeiro, com 486 admissões e mediana de R$ 2.175.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um marinheiro de convés (marítimo e fluviário) por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 2.175 | R$ 2.459,45 | 486 |
| Pará (PA) | R$ 1.875 | R$ 2.745,25 | 195 |
| São Paulo (SP) | R$ 2.675 | R$ 2.872,10 | 144 |
| Amazonas (AM) | R$ 1.625 | R$ 2.007,54 | 121 |
| Espírito Santo (ES) | — | R$ 3.716,76 | 66 |
| Santa Catarina (SC) | — | R$ 2.902,84 | 59 |
| Minas gerais (MG) | — | R$ 3.422,60 | 48 |
| Bahia (BA) | — | R$ 2.755,10 | 46 |
| Rio Grande do Sul (RS) | — | R$ 2.228,14 | 36 |
| Paraná (PR) | — | R$ 3.157,86 | 35 |
| Rondônia (RO) | — | R$ 4.078,55 | 34 |
| Pernambuco (PE) | — | R$ 3.004,38 | 34 |
| Mato Grosso do Sul (MS) | — | R$ 1.875,05 | 32 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como marinheiro de convés (marítimo e fluviário) no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 2.899,84 | 37 | 2,5% |
| Fundamental Completo | R$ 2.485,57 | 99 | 6,7% |
| Médio Incompleto | R$ 2.208,91 | 45 | 3,1% |
| Médio Completo | R$ 2.652,80 | 1.188 | 80,7% |
| Superior Incompleto | R$ 3.073,87 | 31 | 2,1% |
| Superior Completo | R$ 2.777,54 | 73 | 5,0% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.471,74 | 159 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.641,69 | 172 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.487,08 | 414 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.768,35 | 450 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.835,22 | 303 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.664,17 (1.466 admissões) e mulheres com R$ 2.335,13 (34 admissões), uma diferença de 14,1% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 814 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 165 contratações.
- Indústrias Extrativas: 139 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 99 contratações.
- Indústrias de Transformação: 86 contratações.
- Construção: 69 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 7827-05
- Título oficial
- Marinheiro de convés (marítimo e fluviário)
- Família ocupacional
- 7827 — Trabalhadores Aquaviários
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para marinheiro de convés (marítimo e fluviário)
A CBO registra estes sinônimos para o código 7827-05. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Contramestre fluvial
- Marinheiro de convés
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um marinheiro de convés (marítimo e fluviário)?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.170 por mês e a média R$ 2.656,72. Metade das 1.500 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.630 e R$ 3.390. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de marinheiro de convés (marítimo e fluviário)?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7827-05, dentro da família ocupacional 7827 — Trabalhadores Aquaviários.
- Em qual estado marinheiro de convés (marítimo e fluviário) ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Rondônia teve o maior salário de admissão: R$ 4.079 (34 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser marinheiro de convés (marítimo e fluviário)?
- Entre as pessoas contratadas no período, 5,0% tinham ensino superior completo ou mais e 80,7% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Moço de convés (marítimo e fluviário) · R$ 1.670
- Marinheiro auxiliar de convés (marítimo e aquaviario) · R$ 1.810
- Marinheiro de máquinas · R$ 1.990
- Moço de máquinas (marítimo e fluviário) · R$ 1.710
- Marinheiro de esporte e recreio · R$ 2.510
- Marinheiro auxiliar de máquinas (marítimo e aquaviário) · R$ 1.770
- Alimentador de linha de produção · R$ 2.010
- Servente de obras · R$ 1.770
- Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) · R$ 2.770
- Pedreiro · R$ 2.610
- Ajudante de motorista · R$ 1.830
- Embalador, a mão · R$ 1.810
Entendendo o salário de marinheiro de convés (marítimo e fluviário)
O salário de marinheiro de convés (marítimo e fluviário) está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 2.170 paga a quem é contratado como marinheiro de convés (marítimo e fluviário) fica a 11% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 70% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.656,72 está 22% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de marinheiro de convés (marítimo e fluviário) bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que o salário de marinheiro de convés (marítimo e fluviário) varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 1.500 contratações de marinheiro de convés (marítimo e fluviário) do período ficou entre R$ 1.630 e R$ 3.390. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.630 e um quarto, mais de R$ 3.390. A distância entre as duas pontas é de R$ 1.760 por mês, ou R$ 21.120 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 2,1 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de marinheiro de convés (marítimo e fluviário) está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Em que estado vale mais a pena trabalhar como marinheiro de convés (marítimo e fluviário)?
Entre os 4 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a marinheiro de convés (marítimo e fluviário): R$ 2.675 em 144 contratações. A menor ficou em Amazonas, com R$ 1.625 em 121 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 65%, ou R$ 1.050 por mês.
Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: Rio de Janeiro respondeu por 486 das 1.500 admissões de marinheiro de convés (marítimo e fluviário) no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 65% vista aqui.
Dá para trabalhar como marinheiro de convés (marítimo e fluviário) sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 5,0% das admissões de marinheiro de convés (marítimo e fluviário) foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 1.188 das 1.473 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 80,7%.
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Superior Incompleto" recebeu em média R$ 3.073,87, contra R$ 2.208,91 de quem entrou com "Médio Incompleto" — 39% de diferença. A CBO em si não exige diploma para marinheiro de convés (marítimo e fluviário); o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Em que setores um marinheiro de convés (marítimo e fluviário) encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou marinheiro de convés (marítimo e fluviário) foi "Transporte, Armazenagem e Correio", com 814 admissões, ou 59,3% do total classificado. Somando os três primeiros — Transporte, Armazenagem e Correio, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Indústrias Extrativas — chega-se a 81,5% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como marinheiro de convés (marítimo e fluviário): a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 43 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
Por que marinheiro de convés (marítimo e fluviário) fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 1.535 admissões e 1.640 desligamentos de marinheiro de convés (marítimo e fluviário), um saldo de -105 postos formais. O saldo negativo equivale a 6,8% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 1.535 admissões não querem dizer que existam 1.535 pessoas trabalhando como marinheiro de convés (marítimo e fluviário) no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.