Editor de texto e imagem: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de editor de texto e imagem no Brasil foi de R$ 2.210 por mês, e a média R$ 2.498,21. O cálculo usa 1.304 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7661-20.
Salário mediano
R$ 2.210
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.498,21
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.870–R$ 2.810
metade das contratações
Amostra
1.304
contratações no período
Como o salário de editor de texto e imagem se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,1 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 481. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 1.335 admissões e 1.487 desligamentos, saldo de -152 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 399 admissões e mediana de R$ 2.425.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um editor de texto e imagem por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 2.425 | R$ 2.830,08 | 399 |
| Paraná (PR) | R$ 2.325 | R$ 2.568,98 | 171 |
| Minas gerais (MG) | R$ 2.075 | R$ 2.281,03 | 121 |
| Rio Grande do Sul (RS) | — | R$ 2.543,85 | 98 |
| Santa Catarina (SC) | — | R$ 2.839,27 | 84 |
| Rio de Janeiro (RJ) | — | R$ 2.114,63 | 79 |
| Goiás (GO) | — | R$ 2.163,30 | 55 |
| Piauí (PI) | — | R$ 1.974,65 | 36 |
| Bahia (BA) | — | R$ 2.102,56 | 36 |
| Ceará (CE) | — | R$ 2.386,97 | 33 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como editor de texto e imagem no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Médio Incompleto | R$ 2.198,68 | 40 | 3,2% |
| Médio Completo | R$ 2.277,34 | 767 | 60,9% |
| Superior Incompleto | R$ 2.625,57 | 155 | 12,3% |
| Superior Completo | R$ 2.980,91 | 297 | 23,6% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.177,20 | 445 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.470,50 | 307 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.681,69 | 315 |
| 40 a 49 anos | R$ 3.027,03 | 149 |
| 50 anos ou mais | R$ 3.020,17 | 63 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.488,66 (843 admissões) e mulheres com R$ 2.515,68 (461 admissões), uma diferença de 1,1% a favor das mulheres.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Indústrias de Transformação: 572 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 225 contratações.
- Informação e Comunicação: 153 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 126 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 107 contratações.
- Educação: 81 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 7661-20
- Título oficial
- Editor de texto e imagem
- Família ocupacional
- 7661 — Trabalhadores da Pré-impressão Gráfica
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para editor de texto e imagem
A CBO registra estes sinônimos para o código 7661-20. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Arte-finalista
- Diagramador ( jornalismo)
- Diagramador e desenhista
- Diagramador em terminal de vídeo
- Especialista em arte final
- Montador de arte final
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um editor de texto e imagem?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.210 por mês e a média R$ 2.498,21. Metade das 1.304 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.870 e R$ 2.810. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de editor de texto e imagem?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7661-20, dentro da família ocupacional 7661 — Trabalhadores da Pré-impressão Gráfica.
- Em qual estado editor de texto e imagem ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Santa Catarina teve o maior salário de admissão: R$ 2.839 (84 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser editor de texto e imagem?
- Entre as pessoas contratadas no período, 23,6% tinham ensino superior completo ou mais e 60,9% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Operador de processo de tratamento de imagem · R$ 1.990
- Operador de sistemas de prova (analógico e digital) · R$ 2.110
- Montador de fotolito (analógico e digital) · R$ 2.010
- Programador visual gráfico · R$ 2.290
- Gravador de matriz para flexografia (clicherista) · R$ 2.110
- Copiador de chapa · R$ 2.050
- Gravador de matriz serigráfica · R$ 2.230
- Alimentador de linha de produção · R$ 2.010
- Servente de obras · R$ 1.770
- Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) · R$ 2.770
- Pedreiro · R$ 2.610
- Ajudante de motorista · R$ 1.830
Entendendo o salário de editor de texto e imagem
O salário de editor de texto e imagem está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 2.210 paga a quem é contratado como editor de texto e imagem fica a 13% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 71% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.498,21 está 13% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de editor de texto e imagem bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
O que a faixa de R$ 1.870 a R$ 2.810 significa?
Metade das 1.304 contratações de editor de texto e imagem do período ficou entre R$ 1.870 e R$ 2.810. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.870 e um quarto, mais de R$ 2.810. A distância entre as duas pontas é de R$ 940 por mês, ou R$ 11.280 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,5 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.210, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um editor de texto e imagem.
Onde editor de texto e imagem ganha mais e onde ganha menos no Brasil?
Entre os 3 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a editor de texto e imagem: R$ 2.425 em 399 contratações. A menor ficou em Minas gerais, com R$ 2.075 em 121 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 17%, ou R$ 350 por mês.
São Paulo lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou editor de texto e imagem no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 17% vista aqui.
Que escolaridade o mercado exige de um editor de texto e imagem?
O mercado de editor de texto e imagem é misto: 23,6% das admissões foram de pessoas com ensino superior completo ou mais, e a escolaridade mais frequente foi "Médio Completo" (767 de 1.259 contratações classificadas).
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Superior Completo" recebeu em média R$ 2.980,91, contra R$ 2.198,68 de quem entrou com "Médio Incompleto" — 36% de diferença. A CBO em si não exige diploma para editor de texto e imagem; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Em que setores um editor de texto e imagem encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou editor de texto e imagem foi "Indústrias de Transformação", com 572 admissões, ou 45,3% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Informação e Comunicação — chega-se a 75,2% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como editor de texto e imagem: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 43,1 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
Por que editor de texto e imagem fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 1.335 admissões e 1.487 desligamentos de editor de texto e imagem, um saldo de -152 postos formais. O saldo negativo equivale a 11,4% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 1.335 admissões não querem dizer que existam 1.335 pessoas trabalhando como editor de texto e imagem no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.