Cortador de tapeçaria: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de cortador de tapeçaria no Brasil foi de R$ 2.150 por mês, e a média R$ 2.207,64. O cálculo usa 468 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7651-10.
Salário mediano
R$ 2.150
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.207,64
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.890–R$ 2.490
metade das contratações
Amostra
468
contratações no período
Como o salário de cortador de tapeçaria se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,9 horas semanais.
- Movimentação no período: 528 admissões e 587 desligamentos, saldo de -59 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 208 admissões e mediana de R$ 2.175.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um cortador de tapeçaria por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 2.175 | R$ 2.260,29 | 208 |
| Paraná (PR) | R$ 2.375 | R$ 2.353,50 | 104 |
| Minas gerais (MG) | — | R$ 2.178,17 | 48 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como cortador de tapeçaria no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Médio Incompleto | R$ 2.194,45 | 58 | 14,0% |
| Médio Completo | R$ 2.198,41 | 357 | 86,0% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.084,34 | 170 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.262,89 | 91 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.242,75 | 109 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.346,33 | 49 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.553,39 | 33 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.171,89 (310 admissões) e mulheres com R$ 2.277,78 (158 admissões), uma diferença de 4,6% a favor das mulheres.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Indústrias de Transformação: 274 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 129 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 27 contratações.
- Outras Atividades de Serviços: 19 contratações.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 9 contratações.
- Construção: 3 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 7651-10
- Título oficial
- Cortador de tapeçaria
- Família ocupacional
- 7651 — Trabalhadores da Preparação de Artefatos de Tecidos, Couros e Tapeçaria
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para cortador de tapeçaria
A CBO registra estes sinônimos para o código 7651-10. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Cortador de tapetes
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um cortador de tapeçaria?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.150 por mês e a média R$ 2.207,64. Metade das 468 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.890 e R$ 2.490. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de cortador de tapeçaria?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7651-10, dentro da família ocupacional 7651 — Trabalhadores da Preparação de Artefatos de Tecidos, Couros e Tapeçaria.
- Em qual estado cortador de tapeçaria ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Paraná teve o maior salário de admissão: R$ 2.375 (104 contratações no período).
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Cortador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados) · R$ 2.010
- Alimentador de linha de produção · R$ 2.010
- Servente de obras · R$ 1.770
- Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) · R$ 2.770
- Pedreiro · R$ 2.610
- Ajudante de motorista · R$ 1.830
- Embalador, a mão · R$ 1.810
- Carregador (armazém) · R$ 2.010
- Motorista de furgão ou veículo similar · R$ 2.310
- Soldador · R$ 3.090
- Carregador (veículos de transportes terrestres) · R$ 1.890
- Eletricista de instalações · R$ 2.310
Entendendo o salário de cortador de tapeçaria
O salário de cortador de tapeçaria está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 2.150 paga a quem é contratado como cortador de tapeçaria fica a 10% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 70% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.207,64 quase coincide com a mediana, o que indica salários homogêneos: as contratações de cortador de tapeçaria se concentram numa faixa estreita, sem um punhado de contratos altos distorcendo o retrato. Nesse caso, média e mediana contam a mesma história.
O que a faixa de R$ 1.890 a R$ 2.490 significa?
Metade das 468 contratações de cortador de tapeçaria do período ficou entre R$ 1.890 e R$ 2.490. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.890 e um quarto, mais de R$ 2.490. A distância entre as duas pontas é de R$ 600 por mês, ou R$ 7.200 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,32 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.150, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um cortador de tapeçaria.
Onde cortador de tapeçaria ganha mais e onde ganha menos no Brasil?
Entre os 2 estados com amostra suficiente, Paraná pagou a maior mediana de admissão a cortador de tapeçaria: R$ 2.375 em 104 contratações. A menor ficou em São Paulo, com R$ 2.175 em 208 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 9%, ou R$ 200 por mês.
Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: São Paulo respondeu por 208 das 468 admissões de cortador de tapeçaria no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 9% vista aqui.
Dá para trabalhar como cortador de tapeçaria sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 0,0% das admissões de cortador de tapeçaria foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 357 das 415 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 86,0%.
A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 2.194,45 com "Médio Incompleto" a R$ 2.198,41 com "Médio Completo". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de cortador de tapeçaria — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.
Em que setores um cortador de tapeçaria encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou cortador de tapeçaria foi "Indústrias de Transformação", com 274 admissões, ou 59,4% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 93,3% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como cortador de tapeçaria: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 43,9 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
Por que cortador de tapeçaria fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 528 admissões e 587 desligamentos de cortador de tapeçaria, um saldo de -59 postos formais. O saldo negativo equivale a 11,2% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 528 admissões não querem dizer que existam 528 pessoas trabalhando como cortador de tapeçaria no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.