Carbonizador: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de carbonizador no Brasil foi de R$ 1.710 por mês, e a média R$ 1.922,22. O cálculo usa 307 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 6326-10.
Salário mediano
R$ 1.710
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 1.922,22
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.630–R$ 2.010
metade das contratações
Amostra
307
contratações no período
Como o salário de carbonizador se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,3 horas semanais.
- Movimentação no período: 324 admissões e 396 desligamentos, saldo de -72 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Minas gerais, com 197 admissões e mediana de R$ 1.825.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um carbonizador por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| Minas gerais (MG) | R$ 1.825 | R$ 1.990,20 | 197 |
| Maranhão (MA) | — | R$ 1.738,58 | 41 |
| Mato Grosso do Sul (MS) | — | R$ 1.689,92 | 38 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como carbonizador no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Até 5ª Incompleto | R$ 1.768,29 | 40 | 16,3% |
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 1.917,33 | 34 | 13,9% |
| Fundamental Completo | R$ 1.908,56 | 38 | 15,5% |
| Médio Completo | R$ 2.001,58 | 133 | 54,3% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 30 a 39 anos | R$ 1.967,06 | 73 |
| 40 a 49 anos | R$ 1.806,66 | 92 |
| 50 anos ou mais | R$ 1.979,25 | 99 |
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura: 260 contratações.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 20 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 9 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 8 contratações.
- Indústrias de Transformação: 6 contratações.
- Construção: 3 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 6326-10
- Título oficial
- Carbonizador
- Família ocupacional
- 6326 — Carvoejadores
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um carbonizador?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 1.710 por mês e a média R$ 1.922,22. Metade das 307 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.630 e R$ 2.010. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de carbonizador?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 6326-10, dentro da família ocupacional 6326 — Carvoejadores.
- Em qual estado carbonizador ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Minas gerais teve o maior salário de admissão: R$ 1.825 (197 contratações no período).
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Ajudante de carvoaria · R$ 1.710
- Carvoeiro · R$ 1.670
- Trabalhador agropecuário em geral · R$ 1.810
- Trabalhador volante da agricultura · R$ 1.810
- Tratorista agrícola · R$ 2.370
- Trabalhador no cultivo de árvores frutíferas · R$ 1.850
- Operador de máquinas de beneficiamento de produtos agrícolas · R$ 2.510
- Trabalhador da pecuaria (bovinos corte) · R$ 2.130
- Jardineiro · R$ 1.850
- Trabalhador da cultura de cana-de-açúcar · R$ 1.650
- Trabalhador da avicultura de postura · R$ 1.930
- Trabalhador de extração florestal, em geral · R$ 1.810
Entendendo o salário de carbonizador
Por que o salário de carbonizador fica abaixo da mediana do país?
A mediana de R$ 1.710 paga a quem é contratado como carbonizador fica 12% abaixo da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 2% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 1.922,22 está 12% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de carbonizador bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que quase todo carbonizador entra ganhando o mesmo valor?
Metade das 307 contratações de carbonizador do período ficou entre R$ 1.630 e R$ 2.010. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.630 e um quarto, mais de R$ 2.010. A distância entre as duas pontas é de R$ 380 por mês, ou R$ 4.560 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
As pontas estão próximas: o terceiro quartil é apenas 1,23 vez o primeiro. Isso acontece quando um piso de convenção coletiva, um piso legal ou o próprio salário mínimo governam a contratação de carbonizador. Nesses casos, negociar acima da faixa é mais difícil, e o ganho costuma vir de adicionais e horas extras — que não entram neste valor.
Dá para trabalhar como carbonizador sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 0,0% das admissões de carbonizador foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 133 das 245 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 54,3%.
A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 1.768,29 com "Até 5ª Incompleto" a R$ 2.001,58 com "Médio Completo". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de carbonizador — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.
Quem contrata carbonizador é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou carbonizador foi "Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura", com 260 admissões, ou 85,0% do total classificado. Somando os três primeiros — Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura, Transporte, Armazenagem e Correio, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 94,4% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de carbonizador tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,3 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
Por que carbonizador fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 324 admissões e 396 desligamentos de carbonizador, um saldo de -72 postos formais. O saldo negativo equivale a 22,2% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 324 admissões não querem dizer que existam 324 pessoas trabalhando como carbonizador no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Com que idade se entra na carreira de carbonizador?
O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 50 anos ou mais estão 37,5% das admissões de carbonizador — é a idade típica de entrada nesta ocupação.
A diferença entre faixas de idade é pequena: de R$ 1.806,66 em 40 a 49 anos a R$ 1.979,25 em 50 anos ou mais. O salário de entrada de carbonizador é definido pelo posto, e quase não premia tempo de estrada no momento da admissão.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.