Trabalho e Salários

Bordador, a mão: quanto ganha e qual é o salário médio

A mediana do salário de admissão de bordador, a mão no Brasil foi de R$ 1.910 por mês, e a média R$ 2.073,69. O cálculo usa 225 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7682-05.

Salário mediano

R$ 1.910

metade ganha mais, metade menos

Salário médio

R$ 2.073,69

média aritmética

Faixa mais comum

R$ 1.670–R$ 2.330

metade das contratações

Amostra

225

contratações no período

Como o salário de bordador, a mão se distribui

Distribuição do salário de admissão de bordador, a mão: metade das contratações entre R$ 1.670 e R$ 2.330, mediana de R$ 1.910A faixa colorida vai do primeiro quartil (R$ 1.670) ao terceiro quartil (R$ 2.330). A linha grossa é a mediana, de R$ 1.910. O ponto escuro é a média, de R$ 2.073,69. A linha tracejada é a mediana nacional de admissão, de R$ 1.950.R$ 0R$ 1 milR$ 2 milR$ 3 milmediana nacionalp25p75mediana R$ 1,9 mil
Faixa interquartil, mediana e média das 225 admissões de bordador, a mão em março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio, gerado a partir dos microdados do Novo CAGED.

O que esses números dizem

  • Jornada contratada média: 43,6 horas semanais.
  • Movimentação no período: 230 admissões e 245 desligamentos, saldo de -15 vagas formais.
  • Estado que mais contratou: São Paulo, com 70 admissões.

Antes de usar este número

Como ler este número

É salário de admissão, não salário de carreira

O valor é o combinado no contrato no dia em que a pessoa foi contratada como bordador, a mão. Quem está na empresa há anos, recebeu promoção ou acumulou adicionais ganha mais do que isto.

De onde vem o dado

Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026

São as competências 202603, 202604, 202605, 202606, 202607, 202608, baixadas do PDET do Ministério do Trabalho e Emprego e conferidas em 07/10/2026. Dados públicos, sem identificação do trabalhador. A classificação das ocupações é a CBO 2002.

Cuidado

Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito

Só publicamos valor com 30 admissões ou mais no recorte. É por isso que 3 estados da tabela aparecem sem mediana: havia contratações, mas poucas demais para um valor estável.

O que fazer com isso

Compare com o piso da sua categoria

Nenhum salário pode ficar abaixo do piso da convenção coletiva, do piso legal da categoria ou do salário mínimo. Confira a convenção vigente no Sistema Mediador e veja os pisos salariais por categoria.

Quanto ganha um bordador, a mão por estado

Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.

EstadoMedianaMédiaContratações
São Paulo (SP)—R$ 2.428,5870
Minas gerais (MG)—R$ 1.963,3838
Santa Catarina (SC)—R$ 1.978,4030

Salário por faixa de idade

O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.

Faixa de idadeSalário médioContratações
18 a 24 anosR$ 1.839,7944
25 a 29 anosR$ 1.974,5437
30 a 39 anosR$ 2.104,2137
40 a 49 anosR$ 2.142,3160
50 anos ou maisR$ 2.414,6337

Setores que mais contratam

Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.

  • Indústrias de Transformação: 117 contratações.
  • Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 59 contratações.
  • Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 40 contratações.
  • Outras Atividades de Serviços: 5 contratações.
  • Alojamento e Alimentação: 2 contratações.
  • Construção: 1 contratações.

A ocupação na CBO

Código CBO 2002
7682-05
Título oficial
Bordador, a mão
Família ocupacional
7682 — Trabalhadores Artesanais da Confecção de Peças e Tecidos

O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.

Outros nomes para bordador, a mão

A CBO registra estes sinônimos para o código 7682-05. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.

  • Bordadeira
  • Criveira
  • Labirinteira bordadeira, a mão.
  • Rebordadeira

Como esse valor é calculado

Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).

  • É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
  • É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
  • Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
  • Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um bordador, a mão?
Na contratação, a mediana foi de R$ 1.910 por mês e a média R$ 2.073,69. Metade das 225 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.670 e R$ 2.330. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
Qual é o CBO de bordador, a mão?
O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7682-05, dentro da família ocupacional 7682 — Trabalhadores Artesanais da Confecção de Peças e Tecidos.
Em qual estado bordador, a mão ganha mais?
Entre os estados com amostra suficiente, São Paulo teve o maior salário de admissão: R$ 2.429 (70 contratações no período).
Esse salário é líquido ou bruto?
É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.

Ocupações relacionadas

Entendendo o salário de bordador, a mão

O salário de bordador, a mão está na média do mercado formal?

A mediana de R$ 1.910 paga a quem é contratado como bordador, a mão fica a 2% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 44% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.

A média de R$ 2.073,69 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 1.910 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.

O que a faixa de R$ 1.670 a R$ 2.330 significa?

Metade das 225 contratações de bordador, a mão do período ficou entre R$ 1.670 e R$ 2.330. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.670 e um quarto, mais de R$ 2.330. A distância entre as duas pontas é de R$ 660 por mês, ou R$ 7.920 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.

A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,4 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 1.910, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um bordador, a mão.

Em que setores um bordador, a mão encontra vaga?

Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou bordador, a mão foi "Indústrias de Transformação", com 117 admissões, ou 52,2% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas — chega-se a 96,4% das contratações.

A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como bordador, a mão: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 43,6 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.

Por que bordador, a mão fechou mais vagas do que abriu?

Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 230 admissões e 245 desligamentos de bordador, a mão, um saldo de -15 postos formais. O saldo negativo equivale a 6,5% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.

Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 230 admissões não querem dizer que existam 230 pessoas trabalhando como bordador, a mão no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.

Com que idade se entra na carreira de bordador, a mão?

O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 40 a 49 anos estão 27,9% das admissões de bordador, a mão — é a idade típica de entrada nesta ocupação.

A idade pesa no valor: 50 anos ou mais entrou com média de R$ 2.414,63 e 18 a 24 anos, com R$ 1.839,79 — 31% de diferença. Em ocupações assim, experiência reconhecida vale salário na hora da contratação.

Os termos que esta página usa

CBO

Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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CAGED

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Admissão

A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Desligamento

A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Saldo de empregos

Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Mediana

O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.

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Média

A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.

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Quartil

Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.

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CNAE

Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.

Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).

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Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.

Fonte dos dados

  • Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
  • Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
  • Data da coleta: 07/10/2026.
  • Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
  • Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
  • Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
  • Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.

Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.