Administrador de fundos e carteiras de investimento: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de administrador de fundos e carteiras de investimento no Brasil foi de R$ 6.630 por mês, e a média R$ 8.893,08. O cálculo usa 439 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 2525-05.
Salário mediano
R$ 6.630
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 8.893,08
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 4.810–R$ 9.510
metade das contratações
Amostra
439
contratações no período
Como o salário de administrador de fundos e carteiras de investimento se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 41,8 horas semanais.
- Movimentação no período: 445 admissões e 382 desligamentos, saldo de +63 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 247 admissões e mediana de R$ 7.025.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um administrador de fundos e carteiras de investimento por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 7.025 | R$ 9.178,76 | 247 |
| Rio de Janeiro (RJ) | — | R$ 10.307,01 | 90 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como administrador de fundos e carteiras de investimento no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Médio Completo | R$ 4.296,10 | 39 | 9,3% |
| Superior Incompleto | R$ 5.938,61 | 56 | 13,3% |
| Superior Completo | R$ 9.565,71 | 251 | 59,6% |
| Pós-Graduação completa | R$ 10.482,94 | 75 | 17,8% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 5.944,00 | 97 |
| 25 a 29 anos | R$ 8.074,09 | 123 |
| 30 a 39 anos | R$ 10.016,67 | 144 |
| 40 a 49 anos | R$ 12.175,99 | 67 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 9.628,75 (260 admissões) e mulheres com R$ 7.824,51 (179 admissões), uma diferença de 23,1% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados: 298 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 47 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 38 contratações.
- Indústrias de Transformação: 13 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 12 contratações.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 6 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 2525-05
- Título oficial
- Administrador de fundos e carteiras de investimento
- Família ocupacional
- 2525 — Profissionais de Administração Ecônomico-financeira
- Grande grupo
- Profissionais das ciências e das artes
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um administrador de fundos e carteiras de investimento?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 6.630 por mês e a média R$ 8.893,08. Metade das 439 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 4.810 e R$ 9.510. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de administrador de fundos e carteiras de investimento?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 2525-05, dentro da família ocupacional 2525 — Profissionais de Administração Ecônomico-financeira.
- Em qual estado administrador de fundos e carteiras de investimento ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Rio de Janeiro teve o maior salário de admissão: R$ 10.307 (90 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser administrador de fundos e carteiras de investimento?
- Entre as pessoas contratadas no período, 77,4% tinham ensino superior completo ou mais e 9,3% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Analista financeiro (instituições financeiras) · R$ 4.010
- Analista de crédito (instituições financeiras) · R$ 3.510
- Analista de cobrança (instituições financeiras) · R$ 2.710
- Analista de produtos bancários · R$ 6.930
- Profissional de relações com investidores · R$ 7.650
- Analista de câmbio · R$ 5.010
- Analista de crédito rural · R$ 4.010
- Enfermeiro · R$ 4.150
- Administrador · R$ 4.010
- Analista de desenvolvimento de sistemas · R$ 7.510
- Analista de recursos humanos · R$ 3.810
- Farmacêutico · R$ 4.730
Entendendo o salário de administrador de fundos e carteiras de investimento
Quanto um administrador de fundos e carteiras de investimento ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 6.630 paga a quem é contratado como administrador de fundos e carteiras de investimento é mais do que o dobro da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 99% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 8.893,08 está 34% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de administrador de fundos e carteiras de investimento bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que o salário de administrador de fundos e carteiras de investimento varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 439 contratações de administrador de fundos e carteiras de investimento do período ficou entre R$ 4.810 e R$ 9.510. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 4.810 e um quarto, mais de R$ 9.510. A distância entre as duas pontas é de R$ 4.700 por mês, ou R$ 56.400 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 2 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de administrador de fundos e carteiras de investimento está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Precisa de diploma de nível superior para ser administrador de fundos e carteiras de investimento?
A contratação de administrador de fundos e carteiras de investimento é dominada por quem tem diploma: 77,4% das admissões do período foram de pessoas com ensino superior completo ou mais. A escolaridade mais frequente foi "Superior Completo", com 251 das 421 contratações classificadas.
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Pós-Graduação completa" recebeu em média R$ 10.482,94, contra R$ 4.296,10 de quem entrou com "Médio Completo" — 144% de diferença. A CBO em si não exige diploma para administrador de fundos e carteiras de investimento; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Quem contrata administrador de fundos e carteiras de investimento é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou administrador de fundos e carteiras de investimento foi "Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados", com 298 admissões, ou 72,0% do total classificado. Somando os três primeiros — Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas — chega-se a 92,5% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de administrador de fundos e carteiras de investimento tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 41,8 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
O mercado de administrador de fundos e carteiras de investimento está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 445 admissões e 382 desligamentos de administrador de fundos e carteiras de investimento, um saldo de +63 postos formais. O saldo positivo equivale a 14,2% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 14 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 445 admissões não querem dizer que existam 445 pessoas trabalhando como administrador de fundos e carteiras de investimento no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Com que idade se entra na carreira de administrador de fundos e carteiras de investimento?
O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 30 a 39 anos estão 33,4% das admissões de administrador de fundos e carteiras de investimento — é a idade típica de entrada nesta ocupação.
A idade pesa no valor: 40 a 49 anos entrou com média de R$ 12.175,99 e 18 a 24 anos, com R$ 5.944,00 — 105% de diferença. Em ocupações assim, experiência reconhecida vale salário na hora da contratação.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.