Trabalhador de fabricação de vinhos: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de trabalhador de fabricação de vinhos no Brasil foi de R$ 2.030 por mês, e a média R$ 2.203,55. O cálculo usa 163 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 8417-20.
Salário mediano
R$ 2.030
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.203,55
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.930–R$ 2.410
metade das contratações
Amostra
163
contratações no período
Como o salário de trabalhador de fabricação de vinhos se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,8 horas semanais.
- Movimentação no período: 171 admissões e 241 desligamentos, saldo de -70 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Rio Grande do Sul, com 77 admissões.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.193,59 | 70 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.222,44 | 40 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.252,71 (104 admissões) e mulheres com R$ 2.116,89 (59 admissões), uma diferença de 6,4% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Indústrias de Transformação: 156 contratações.
- Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura: 3 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 2 contratações.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 1 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 1 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 8417-20
- Título oficial
- Trabalhador de fabricação de vinhos
- Família ocupacional
- 8417 — Trabalhadores na Fabricação de Cachaça, Cerveja, Vinhos e Outras Bebidas
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para trabalhador de fabricação de vinhos
A CBO registra estes sinônimos para o código 8417-20. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Cantineiro (fabricação de vidros)
- Clarificador de vinhos
- Fundidor de vinheta
- Licorista
- Manipulador de misturas (vinhos)
- Misturador de vinhos
- Trabalhador de vinhos achampanhados
- Vinhateiro
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um trabalhador de fabricação de vinhos?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.030 por mês e a média R$ 2.203,55. Metade das 163 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.930 e R$ 2.410. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de trabalhador de fabricação de vinhos?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 8417-20, dentro da família ocupacional 8417 — Trabalhadores na Fabricação de Cachaça, Cerveja, Vinhos e Outras Bebidas.
- Em qual estado trabalhador de fabricação de vinhos ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Rio Grande do Sul teve o maior salário de admissão: R$ 2.351 (77 contratações no período).
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Xaropeiro · R$ 2.010
- Fermentador · R$ 2.010
- Filtrador de cerveja · R$ 2.130
- Alambiqueiro · R$ 2.290
- Açougueiro · R$ 2.090
- Operador de máquinas fixas, em geral · R$ 2.310
- Magarefe · R$ 2.070
- Padeiro · R$ 2.110
- Abatedor · R$ 1.890
- Confeiteiro · R$ 2.110
- Operador de produção (química, petroquímica e afins) · R$ 2.210
- Retalhador de carne · R$ 1.990
Entendendo o salário de trabalhador de fabricação de vinhos
O salário de trabalhador de fabricação de vinhos está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 2.030 paga a quem é contratado como trabalhador de fabricação de vinhos fica a 4% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 60% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.203,55 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 2.030 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
Por que quase todo trabalhador de fabricação de vinhos entra ganhando o mesmo valor?
Metade das 163 contratações de trabalhador de fabricação de vinhos do período ficou entre R$ 1.930 e R$ 2.410. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.930 e um quarto, mais de R$ 2.410. A distância entre as duas pontas é de R$ 480 por mês, ou R$ 5.760 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
As pontas estão próximas: o terceiro quartil é apenas 1,25 vez o primeiro. Isso acontece quando um piso de convenção coletiva, um piso legal ou o próprio salário mínimo governam a contratação de trabalhador de fabricação de vinhos. Nesses casos, negociar acima da faixa é mais difícil, e o ganho costuma vir de adicionais e horas extras — que não entram neste valor.
Quem contrata trabalhador de fabricação de vinhos é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou trabalhador de fabricação de vinhos foi "Indústrias de Transformação", com 156 admissões, ou 95,7% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas — chega-se a 98,8% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de trabalhador de fabricação de vinhos tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Indústrias de Transformação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,8 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
Por que trabalhador de fabricação de vinhos fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 171 admissões e 241 desligamentos de trabalhador de fabricação de vinhos, um saldo de -70 postos formais. O saldo negativo equivale a 40,9% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 171 admissões não querem dizer que existam 171 pessoas trabalhando como trabalhador de fabricação de vinhos no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Amostra
Quantas contratações entraram na conta. Com poucas contratações, qualquer média é instável: dois contratos atípicos mudam o resultado. Por isso só publicamos valores quando o recorte tem pelo menos 30 admissões.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.