Trabalhador da pecuária (bubalinos): quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de trabalhador da pecuária (bubalinos) no Brasil foi de R$ 2.210 por mês, e a média R$ 2.297,33. O cálculo usa 220 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 6231-20.
Salário mediano
R$ 2.210
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.297,33
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.650–R$ 2.750
metade das contratações
Amostra
220
contratações no período
Como o salário de trabalhador da pecuária (bubalinos) se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 44 horas semanais.
- Movimentação no período: 220 admissões e 236 desligamentos, saldo de -16 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Minas gerais, com 55 admissões.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um trabalhador da pecuária (bubalinos) por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| Minas gerais (MG) | — | R$ 2.156,55 | 55 |
| Mato Grosso (MT) | — | R$ 2.998,11 | 35 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como trabalhador da pecuária (bubalinos) no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Fundamental Completo | R$ 2.386,58 | 44 | 30,3% |
| Médio Completo | R$ 2.240,25 | 101 | 69,7% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.403,18 | 65 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.372,58 | 49 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.317,79 | 59 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.150,57 | 31 |
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura: 213 contratações.
- Indústrias de Transformação: 6 contratações.
- Saúde Humana e Serviços Sociais: 1 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 6231-20
- Título oficial
- Trabalhador da pecuária (bubalinos)
- Família ocupacional
- 6231 — Trabalhadores na Pecuária de Animais de Grande Porte
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para trabalhador da pecuária (bubalinos)
A CBO registra estes sinônimos para o código 6231-20. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Peão (bubalinos)
- Retireiro
- Trabalhador rural (bubalinos)
- Vaqueiro (bubalinos)
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um trabalhador da pecuária (bubalinos)?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.210 por mês e a média R$ 2.297,33. Metade das 220 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.650 e R$ 2.750. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de trabalhador da pecuária (bubalinos)?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 6231-20, dentro da família ocupacional 6231 — Trabalhadores na Pecuária de Animais de Grande Porte.
- Em qual estado trabalhador da pecuária (bubalinos) ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Mato Grosso teve o maior salário de admissão: R$ 2.998 (35 contratações no período).
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Trabalhador da pecuaria (bovinos corte) · R$ 2.130
- Trabalhador da pecuária (bovinos leite) · R$ 1.950
- Trabalhador da pecuária (eqüinos) · R$ 2.070
- Trabalhador da pecuária (asininos e muares) · R$ 2.110
- Trabalhador agropecuário em geral · R$ 1.810
- Trabalhador volante da agricultura · R$ 1.810
- Tratorista agrícola · R$ 2.370
- Trabalhador no cultivo de árvores frutíferas · R$ 1.850
- Operador de máquinas de beneficiamento de produtos agrícolas · R$ 2.510
- Jardineiro · R$ 1.850
- Trabalhador da cultura de cana-de-açúcar · R$ 1.650
- Trabalhador da avicultura de postura · R$ 1.930
Entendendo o salário de trabalhador da pecuária (bubalinos)
O salário de trabalhador da pecuária (bubalinos) está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 2.210 paga a quem é contratado como trabalhador da pecuária (bubalinos) fica a 13% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 71% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.297,33 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 2.210 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
Por que o salário de trabalhador da pecuária (bubalinos) varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 220 contratações de trabalhador da pecuária (bubalinos) do período ficou entre R$ 1.650 e R$ 2.750. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.650 e um quarto, mais de R$ 2.750. A distância entre as duas pontas é de R$ 1.100 por mês, ou R$ 13.200 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 1,7 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de trabalhador da pecuária (bubalinos) está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Dá para trabalhar como trabalhador da pecuária (bubalinos) sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 0,0% das admissões de trabalhador da pecuária (bubalinos) foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 101 das 145 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 69,7%.
A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 2.240,25 com "Médio Completo" a R$ 2.386,58 com "Fundamental Completo". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de trabalhador da pecuária (bubalinos) — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.
Quem contrata trabalhador da pecuária (bubalinos) é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou trabalhador da pecuária (bubalinos) foi "Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura", com 213 admissões, ou 96,8% do total classificado. Somando os três primeiros — Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura, Indústrias de Transformação, Saúde Humana e Serviços Sociais — chega-se a 100,0% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de trabalhador da pecuária (bubalinos) tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 44 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
Por que trabalhador da pecuária (bubalinos) fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 220 admissões e 236 desligamentos de trabalhador da pecuária (bubalinos), um saldo de -16 postos formais. O saldo negativo equivale a 7,3% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 220 admissões não querem dizer que existam 220 pessoas trabalhando como trabalhador da pecuária (bubalinos) no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Com que idade se entra na carreira de trabalhador da pecuária (bubalinos)?
O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 18 a 24 anos estão 31,9% das admissões de trabalhador da pecuária (bubalinos) — é a idade típica de entrada nesta ocupação.
A diferença entre faixas de idade é pequena: de R$ 2.150,57 em 40 a 49 anos a R$ 2.403,18 em 18 a 24 anos. O salário de entrada de trabalhador da pecuária (bubalinos) é definido pelo posto, e quase não premia tempo de estrada no momento da admissão.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.