Trabalho e Salários

Técnico em instrumentação: quanto ganha e qual é o salário médio

A mediana do salário de admissão de técnico em instrumentação no Brasil foi de R$ 4.630 por mês, e a média R$ 4.963,70. O cálculo usa 1.356 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 3134-10.

Salário mediano

R$ 4.630

metade ganha mais, metade menos

Salário médio

R$ 4.963,70

média aritmética

Faixa mais comum

R$ 3.550–R$ 5.950

metade das contratações

Amostra

1.356

contratações no período

Como o salário de técnico em instrumentação se distribui

Distribuição do salário de admissão de técnico em instrumentação: metade das contratações entre R$ 3.550 e R$ 5.950, mediana de R$ 4.630A faixa colorida vai do primeiro quartil (R$ 3.550) ao terceiro quartil (R$ 5.950). A linha grossa é a mediana, de R$ 4.630. O ponto escuro é a média, de R$ 4.963,70. A linha tracejada é a mediana nacional de admissão, de R$ 1.950.R$ 0R$ 2 milR$ 4 milR$ 6 milR$ 8 milmediana nacionalp25p75mediana R$ 4,6 mil
Faixa interquartil, mediana e média das 1.356 admissões de técnico em instrumentação em março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio, gerado a partir dos microdados do Novo CAGED.

O que esses números dizem

  • Jornada contratada média: 43,2 horas semanais.
  • No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 74. Veja as profissões que mais pagam.
  • Movimentação no período: 1.727 admissões e 1.741 desligamentos, saldo de -14 vagas formais.
  • Estado que mais contratou: São Paulo, com 330 admissões e mediana de R$ 4.225.

Antes de usar este número

Como ler este número

É salário de admissão, não salário de carreira

O valor é o combinado no contrato no dia em que a pessoa foi contratada como técnico em instrumentação. Quem está na empresa há anos, recebeu promoção ou acumulou adicionais ganha mais do que isto. Entre as ocupações de amostra grande, esta fica entre as 10% que mais pagam.

De onde vem o dado

Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026

São as competências 202603, 202604, 202605, 202606, 202607, 202608, baixadas do PDET do Ministério do Trabalho e Emprego e conferidas em 07/10/2026. Dados públicos, sem identificação do trabalhador. A classificação das ocupações é a CBO 2002.

Cuidado

Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito

Só publicamos valor com 30 admissões ou mais no recorte. É por isso que 5 estados da tabela aparecem sem mediana: havia contratações, mas poucas demais para um valor estável.

O que fazer com isso

Compare com o piso da sua categoria

Nenhum salário pode ficar abaixo do piso da convenção coletiva, do piso legal da categoria ou do salário mínimo. Confira a convenção vigente no Sistema Mediador e veja os pisos salariais por categoria.

Quanto ganha um técnico em instrumentação por estado

Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.

EstadoMedianaMédiaContratações
São Paulo (SP)R$ 4.225R$ 4.598,20330
Rio de Janeiro (RJ)R$ 4.675R$ 5.038,48232
Bahia (BA)R$ 5.375R$ 5.803,59180
Minas gerais (MG)R$ 4.075R$ 4.598,48123
Rio Grande do Sul (RS)—R$ 4.499,3292
Paraná (PR)—R$ 5.662,4883
Ceará (CE)—R$ 4.472,5047
Espírito Santo (ES)—R$ 4.510,8846
Santa Catarina (SC)—R$ 3.723,3734
Mediana do salário de admissão de técnico em instrumentação por estado, de R$ 5.375 em Bahia (BA) a R$ 4.075 em Minas gerais (MG)Barras horizontais com a mediana de admissão em cada estado que teve pelo menos 30 contratações de técnico em instrumentação no período, da maior para a menor.Bahia (BA)R$ 5.375Rio de Janeiro (RJ)R$ 4.675São Paulo (SP)R$ 4.225Minas gerais (MG)R$ 4.075
Estados com amostra suficiente, ordenados pela mediana. Fonte: Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio.

Salário por escolaridade

Escolaridade declarada de quem foi contratado como técnico em instrumentação no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.

EscolaridadeSalário médioContrataçõesParticipação
Médio CompletoR$ 4.873,941.12485,9%
Superior IncompletoR$ 4.747,35493,7%
Superior CompletoR$ 5.778,0013510,3%

Salário por faixa de idade

O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.

Faixa de idadeSalário médioContratações
18 a 24 anosR$ 3.323,07148
25 a 29 anosR$ 4.506,53134
30 a 39 anosR$ 5.083,57413
40 a 49 anosR$ 5.354,38421
50 anos ou maisR$ 5.339,10240

Homens e mulheres

Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 4.995,72 (1.293 admissões) e mulheres com R$ 4.306,67 (63 admissões), uma diferença de 16,0% a favor dos homens.

Setores que mais contratam

Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.

  • Construção: 502 contratações.
  • Indústrias de Transformação: 465 contratações.
  • Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 185 contratações.
  • Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 70 contratações.
  • Indústrias Extrativas: 53 contratações.
  • Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 39 contratações.

A ocupação na CBO

Código CBO 2002
3134-10
Título oficial
Técnico em instrumentação
Família ocupacional
3134 — Família ocupacional 3134

O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.

Como esse valor é calculado

Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).

  • É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
  • É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
  • Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
  • Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico em instrumentação?
Na contratação, a mediana foi de R$ 4.630 por mês e a média R$ 4.963,70. Metade das 1.356 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 3.550 e R$ 5.950. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
Qual é o CBO de técnico em instrumentação?
O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 3134-10, dentro da família ocupacional 3134 — Família ocupacional 3134.
Em qual estado técnico em instrumentação ganha mais?
Entre os estados com amostra suficiente, Paraná teve o maior salário de admissão: R$ 5.662 (83 contratações no período).
Precisa de faculdade para ser técnico em instrumentação?
Entre as pessoas contratadas no período, 10,3% tinham ensino superior completo ou mais e 85,9% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
Esse salário é líquido ou bruto?
É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.

Ocupações relacionadas

Entendendo o salário de técnico em instrumentação

Quanto um técnico em instrumentação ganha acima da mediana do país?

A mediana de R$ 4.630 paga a quem é contratado como técnico em instrumentação é mais do que o dobro da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 98% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.

A média de R$ 4.963,70 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 4.630 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.

Por que o salário de técnico em instrumentação varia tanto de um contrato para o outro?

Metade das 1.356 contratações de técnico em instrumentação do período ficou entre R$ 3.550 e R$ 5.950. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 3.550 e um quarto, mais de R$ 5.950. A distância entre as duas pontas é de R$ 2.400 por mês, ou R$ 28.800 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.

O terceiro quartil é 1,7 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de técnico em instrumentação está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.

Onde técnico em instrumentação ganha mais e onde ganha menos no Brasil?

Entre os 4 estados com amostra suficiente, Bahia pagou a maior mediana de admissão a técnico em instrumentação: R$ 5.375 em 180 contratações. A menor ficou em Minas gerais, com R$ 4.075 em 123 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 32%, ou R$ 1.300 por mês.

Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: São Paulo respondeu por 330 das 1.356 admissões de técnico em instrumentação no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 32% vista aqui.

Dá para trabalhar como técnico em instrumentação sem faculdade?

A faculdade não é a porta de entrada: só 10,3% das admissões de técnico em instrumentação foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 1.124 das 1.308 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 85,9%.

A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 4.747,35 com "Superior Incompleto" a R$ 5.778,00 com "Superior Completo". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de técnico em instrumentação — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.

Em que setores um técnico em instrumentação encontra vaga?

Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou técnico em instrumentação foi "Construção", com 502 admissões, ou 38,2% do total classificado. Somando os três primeiros — Construção, Indústrias de Transformação, Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas — chega-se a 87,7% das contratações.

A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como técnico em instrumentação: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 43,2 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.

Por que técnico em instrumentação fechou mais vagas do que abriu?

Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 1.727 admissões e 1.741 desligamentos de técnico em instrumentação, um saldo de -14 postos formais. O saldo negativo equivale a 0,8% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.

Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 1.727 admissões não querem dizer que existam 1.727 pessoas trabalhando como técnico em instrumentação no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.

Os termos que esta página usa

CBO

Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Família ocupacional

Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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CAGED

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Admissão

A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Desligamento

A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

Saldo de empregos

Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

Mediana

O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.

Ver no glossário completo

Quartil

Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.

Ver no glossário completo

Jornada contratada

As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.

Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).

Ver no glossário completo

Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.

Fonte dos dados

  • Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
  • Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
  • Data da coleta: 07/10/2026.
  • Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
  • Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
  • Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
  • Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.

Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.