Técnico eletrônico: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de técnico eletrônico no Brasil foi de R$ 2.310 por mês, e a média R$ 2.753,98. O cálculo usa 8.082 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 3132-15.
Salário mediano
R$ 2.310
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.753,98
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.870–R$ 3.190
metade das contratações
Amostra
8.082
contratações no período
Como o salário de técnico eletrônico se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,4 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 400. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 8.707 admissões e 8.579 desligamentos, saldo de +128 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 3.226 admissões e mediana de R$ 2.625.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um técnico eletrônico por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 2.625 | R$ 3.105,89 | 3.226 |
| Minas gerais (MG) | R$ 2.025 | R$ 2.545,92 | 806 |
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 2.125 | R$ 2.554,09 | 685 |
| Paraná (PR) | R$ 2.375 | R$ 2.812,38 | 463 |
| Santa Catarina (SC) | R$ 2.325 | R$ 2.696,91 | 460 |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 2.525 | R$ 2.749,81 | 415 |
| Bahia (BA) | R$ 2.225 | R$ 2.585,93 | 304 |
| Pernambuco (PE) | R$ 1.775 | R$ 2.265,89 | 251 |
| Goiás (GO) | R$ 1.925 | R$ 2.210,09 | 199 |
| Pará (PA) | R$ 1.725 | R$ 2.246,14 | 165 |
| Ceará (CE) | R$ 1.825 | R$ 2.178,11 | 163 |
| Amazonas (AM) | R$ 2.375 | R$ 3.192,32 | 162 |
| Mato Grosso (MT) | R$ 2.025 | R$ 2.391,35 | 152 |
| Distrito Federal (DF) | R$ 1.925 | R$ 2.315,82 | 124 |
| Espírito Santo (ES) | R$ 1.875 | R$ 2.290,45 | 117 |
| Maranhão (MA) | — | R$ 1.896,36 | 55 |
| Mato Grosso do Sul (MS) | — | R$ 2.401,68 | 55 |
| Alagoas (AL) | — | R$ 1.851,44 | 53 |
| Piauí (PI) | — | R$ 2.038,18 | 51 |
| Paraíba (PB) | — | R$ 1.938,56 | 48 |
| Sergipe (SE) | — | R$ 2.119,90 | 37 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como técnico eletrônico no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 2.097,59 | 37 | 0,5% |
| Fundamental Completo | R$ 2.361,46 | 119 | 1,5% |
| Médio Incompleto | R$ 2.062,45 | 240 | 3,0% |
| Médio Completo | R$ 2.601,55 | 6.121 | 76,0% |
| Superior Incompleto | R$ 2.961,11 | 654 | 8,1% |
| Superior Completo | R$ 3.841,81 | 825 | 10,2% |
| Pós-Graduação completa | R$ 4.736,77 | 60 | 0,7% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| Até 17 anos | R$ 1.699,16 | 89 |
| 18 a 24 anos | R$ 2.256,56 | 2.903 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.729,56 | 1.578 |
| 30 a 39 anos | R$ 3.030,11 | 1.919 |
| 40 a 49 anos | R$ 3.362,72 | 1.115 |
| 50 anos ou mais | R$ 3.569,78 | 460 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.764,53 (7.496 admissões) e mulheres com R$ 2.619,10 (586 admissões), uma diferença de 5,6% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 2.315 contratações.
- Indústrias de Transformação: 1.856 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 1.211 contratações.
- Construção: 799 contratações.
- Informação e Comunicação: 568 contratações.
- Outras Atividades de Serviços: 514 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 3132-15
- Título oficial
- Técnico eletrônico
- Família ocupacional
- 3132 — Técnicos em Eletrônica
- Grande grupo
- Técnicos de nível médio
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para técnico eletrônico
A CBO registra estes sinônimos para o código 3132-15. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Auxiliar de eletrônica
- Auxiliar de técnico de eletrônica
- Auxiliar técnico eletrônico
- Eletrônico de rádio e televisão
- Laboratorista de ensaios eletrônicos
- Técnico de balanças (eletrônicas)
- Técnico de indústria eletrônica
- Técnico de laboratório de eletrônica de automação
- Técnico de rádio e televisão
- Técnico de sistema automação industrial
- Técnico eletrônico em geral
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um técnico eletrônico?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.310 por mês e a média R$ 2.753,98. Metade das 8.082 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.870 e R$ 3.190. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de técnico eletrônico?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 3132-15, dentro da família ocupacional 3132 — Técnicos em Eletrônica.
- Em qual estado técnico eletrônico ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, São Paulo teve o maior salário de admissão: R$ 2.625 (3.226 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser técnico eletrônico?
- Entre as pessoas contratadas no período, 11,0% tinham ensino superior completo ou mais e 76,0% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Técnico em manutenção de equipamentos de informática · R$ 2.190
- Técnico de manutenção eletrônica · R$ 2.570
- Técnico de manutenção eletrônica (circuitos de máquinas com comando numérico) · R$ 2.810
- Técnico de enfermagem · R$ 2.390
- Assistente de vendas · R$ 2.050
- Auxiliar de desenvolvimento infantil · R$ 1.850
- Técnico em segurança do trabalho · R$ 3.870
- Agente de vendas de serviços · R$ 1.950
- Controlador de entrada e saída · R$ 2.030
- Tecnico de apoio ao usuario de informatica (helpdesk) · R$ 2.210
- Inspetor de qualidade · R$ 2.410
- Inspetor de alunos de escola pública · R$ 1.830
Entendendo o salário de técnico eletrônico
Quanto um técnico eletrônico ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 2.310 paga a quem é contratado como técnico eletrônico fica 18% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 77% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.753,98 está 19% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de técnico eletrônico bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que o salário de técnico eletrônico varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 8.082 contratações de técnico eletrônico do período ficou entre R$ 1.870 e R$ 3.190. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.870 e um quarto, mais de R$ 3.190. A distância entre as duas pontas é de R$ 1.320 por mês, ou R$ 15.840 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 1,7 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de técnico eletrônico está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Em que estado vale mais a pena trabalhar como técnico eletrônico?
Entre os 15 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a técnico eletrônico: R$ 2.625 em 3.226 contratações. A menor ficou em Pará, com R$ 1.725 em 165 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 52%, ou R$ 900 por mês.
São Paulo lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou técnico eletrônico no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 52% vista aqui.
Dá para trabalhar como técnico eletrônico sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 11,0% das admissões de técnico eletrônico foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 6.121 das 8.056 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 76,0%.
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Pós-Graduação completa" recebeu em média R$ 4.736,77, contra R$ 2.062,45 de quem entrou com "Médio Incompleto" — 130% de diferença. A CBO em si não exige diploma para técnico eletrônico; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Em que setores um técnico eletrônico encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou técnico eletrônico foi "Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas", com 2.315 admissões, ou 31,9% do total classificado. Somando os três primeiros — Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Indústrias de Transformação, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 74,1% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como técnico eletrônico: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 43,4 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
O mercado de técnico eletrônico está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 8.707 admissões e 8.579 desligamentos de técnico eletrônico, um saldo de +128 postos formais. O saldo positivo equivale a 1,5% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 1 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 8.707 admissões não querem dizer que existam 8.707 pessoas trabalhando como técnico eletrônico no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.