Técnico de matéria-prima e material: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de técnico de matéria-prima e material no Brasil foi de R$ 3.850 por mês, e a média R$ 4.246,43. O cálculo usa 1.404 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 3911-35.
Salário mediano
R$ 3.850
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 4.246,43
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 2.750–R$ 5.010
metade das contratações
Amostra
1.404
contratações no período
Como o salário de técnico de matéria-prima e material se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,3 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 130. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 1.484 admissões e 1.527 desligamentos, saldo de -43 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 416 admissões e mediana de R$ 4.275.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um técnico de matéria-prima e material por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 4.275 | R$ 4.596,36 | 416 |
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 3.825 | R$ 4.072,88 | 298 |
| Minas gerais (MG) | R$ 3.325 | R$ 4.101,54 | 186 |
| Paraná (PR) | — | R$ 3.722,93 | 87 |
| Santa Catarina (SC) | — | R$ 3.266,73 | 73 |
| Espírito Santo (ES) | — | R$ 4.593,06 | 59 |
| Rio Grande do Sul (RS) | — | R$ 4.373,16 | 58 |
| Bahia (BA) | — | R$ 4.404,59 | 57 |
| Pará (PA) | — | R$ 4.236,62 | 31 |
| Amazonas (AM) | — | R$ 5.074,38 | 30 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como técnico de matéria-prima e material no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Médio Completo | R$ 3.741,30 | 777 | 57,6% |
| Superior Incompleto | R$ 4.318,94 | 113 | 8,4% |
| Superior Completo | R$ 4.973,82 | 391 | 29,0% |
| Pós-Graduação completa | R$ 6.928,28 | 67 | 5,0% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 3.160,50 | 201 |
| 25 a 29 anos | R$ 3.927,11 | 263 |
| 30 a 39 anos | R$ 4.469,62 | 480 |
| 40 a 49 anos | R$ 4.777,91 | 334 |
| 50 anos ou mais | R$ 4.444,21 | 123 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 4.177,04 (1.052 admissões) e mulheres com R$ 4.453,80 (352 admissões), uma diferença de 6,2% a favor das mulheres.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Indústrias de Transformação: 394 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 284 contratações.
- Construção: 239 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 192 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 112 contratações.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 93 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 3911-35
- Título oficial
- Técnico de matéria-prima e material
- Família ocupacional
- 3911 — Técnicos de Planejamento e Controle de Produção
- Grande grupo
- Técnicos de nível médio
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para técnico de matéria-prima e material
A CBO registra estes sinônimos para o código 3911-35. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Programador e controlador de materiais
- Técnico analista de materiais
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um técnico de matéria-prima e material?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 3.850 por mês e a média R$ 4.246,43. Metade das 1.404 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.750 e R$ 5.010. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de técnico de matéria-prima e material?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 3911-35, dentro da família ocupacional 3911 — Técnicos de Planejamento e Controle de Produção.
- Em qual estado técnico de matéria-prima e material ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Amazonas teve o maior salário de admissão: R$ 5.074 (30 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser técnico de matéria-prima e material?
- Entre as pessoas contratadas no período, 34,0% tinham ensino superior completo ou mais e 57,6% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Controlador de entrada e saída · R$ 2.030
- Técnico de planejamento de produção · R$ 3.130
- Técnico de planejamento e programação da manutenção · R$ 4.030
- Analista de planejamento de manutenção · R$ 3.710
- Cronoanalista · R$ 4.110
- Planejista · R$ 3.750
- Cronometrista · R$ 2.350
- Analista de manutenção (equipamentos aéreos) · R$ 4.210
- Técnico de enfermagem · R$ 2.390
- Assistente de vendas · R$ 2.050
- Auxiliar de desenvolvimento infantil · R$ 1.850
- Técnico em segurança do trabalho · R$ 3.870
Entendendo o salário de técnico de matéria-prima e material
Quanto um técnico de matéria-prima e material ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 3.850 paga a quem é contratado como técnico de matéria-prima e material fica 97% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950 — uma distância grande. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 95% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 4.246,43 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 3.850 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
Por que o salário de técnico de matéria-prima e material varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 1.404 contratações de técnico de matéria-prima e material do período ficou entre R$ 2.750 e R$ 5.010. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.750 e um quarto, mais de R$ 5.010. A distância entre as duas pontas é de R$ 2.260 por mês, ou R$ 27.120 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 1,8 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de técnico de matéria-prima e material está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Onde técnico de matéria-prima e material ganha mais e onde ganha menos no Brasil?
Entre os 3 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a técnico de matéria-prima e material: R$ 4.275 em 416 contratações. A menor ficou em Minas gerais, com R$ 3.325 em 186 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 29%, ou R$ 950 por mês.
São Paulo lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou técnico de matéria-prima e material no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 29% vista aqui.
Que escolaridade o mercado exige de um técnico de matéria-prima e material?
O mercado de técnico de matéria-prima e material é misto: 34,0% das admissões foram de pessoas com ensino superior completo ou mais, e a escolaridade mais frequente foi "Médio Completo" (777 de 1.348 contratações classificadas).
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Pós-Graduação completa" recebeu em média R$ 6.928,28, contra R$ 3.741,30 de quem entrou com "Médio Completo" — 85% de diferença. A CBO em si não exige diploma para técnico de matéria-prima e material; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Em que setores um técnico de matéria-prima e material encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou técnico de matéria-prima e material foi "Indústrias de Transformação", com 394 admissões, ou 30,0% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Construção — chega-se a 69,8% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como técnico de matéria-prima e material: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 43,3 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
Por que técnico de matéria-prima e material fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 1.484 admissões e 1.527 desligamentos de técnico de matéria-prima e material, um saldo de -43 postos formais. O saldo negativo equivale a 2,9% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 1.484 admissões não querem dizer que existam 1.484 pessoas trabalhando como técnico de matéria-prima e material no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.