Técnico de comunicação de dados: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de técnico de comunicação de dados no Brasil foi de R$ 1.750 por mês, e a média R$ 2.124,52. O cálculo usa 1.081 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 3133-05.
Salário mediano
R$ 1.750
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.124,52
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.630–R$ 2.250
metade das contratações
Amostra
1.081
contratações no período
Como o salário de técnico de comunicação de dados se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,4 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 841. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 1.439 admissões e 1.486 desligamentos, saldo de -47 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 511 admissões e mediana de R$ 1.625.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um técnico de comunicação de dados por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 1.625 | R$ 2.126,46 | 511 |
| Ceará (CE) | — | R$ 2.588,91 | 56 |
| Rio de Janeiro (RJ) | — | R$ 2.604,64 | 46 |
| Bahia (BA) | — | R$ 2.620,51 | 41 |
| Amapá (AP) | — | R$ 1.655,92 | 39 |
| Minas gerais (MG) | — | R$ 2.014,75 | 36 |
| Paraná (PR) | — | R$ 2.068,03 | 35 |
| Distrito Federal (DF) | — | R$ 2.265,05 | 32 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como técnico de comunicação de dados no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Fundamental Completo | R$ 1.769,70 | 31 | 2,9% |
| Médio Incompleto | R$ 1.807,45 | 32 | 3,0% |
| Médio Completo | R$ 2.003,94 | 835 | 79,0% |
| Superior Incompleto | R$ 2.459,53 | 69 | 6,5% |
| Superior Completo | R$ 2.915,72 | 90 | 8,5% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 1.956,83 | 335 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.009,85 | 227 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.163,85 | 340 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.440,35 | 136 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.894,34 | 37 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.100,61 (960 admissões) e mulheres com R$ 2.314,25 (121 admissões), uma diferença de 9,2% a favor das mulheres.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Informação e Comunicação: 728 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 90 contratações.
- Construção: 69 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 61 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 46 contratações.
- Outras Atividades de Serviços: 29 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 3133-05
- Título oficial
- Técnico de comunicação de dados
- Família ocupacional
- 3133 — Técnicos em Telecomunicações
- Grande grupo
- Técnicos de nível médio
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para técnico de comunicação de dados
A CBO registra estes sinônimos para o código 3133-05. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Técnico de teleprocessamento
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um técnico de comunicação de dados?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 1.750 por mês e a média R$ 2.124,52. Metade das 1.081 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.630 e R$ 2.250. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de técnico de comunicação de dados?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 3133-05, dentro da família ocupacional 3133 — Técnicos em Telecomunicações.
- Em qual estado técnico de comunicação de dados ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Bahia teve o maior salário de admissão: R$ 2.621 (41 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser técnico de comunicação de dados?
- Entre as pessoas contratadas no período, 8,5% tinham ensino superior completo ou mais e 79,0% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Técnico de rede (telecomunicações) · R$ 1.850
- Técnico de telecomunicações (telefonia) · R$ 2.010
- Técnico de transmissão (telecomunicações) · R$ 2.150
- Técnico de enfermagem · R$ 2.390
- Assistente de vendas · R$ 2.050
- Auxiliar de desenvolvimento infantil · R$ 1.850
- Técnico em segurança do trabalho · R$ 3.870
- Agente de vendas de serviços · R$ 1.950
- Controlador de entrada e saída · R$ 2.030
- Tecnico de apoio ao usuario de informatica (helpdesk) · R$ 2.210
- Inspetor de qualidade · R$ 2.410
- Inspetor de alunos de escola pública · R$ 1.830
Entendendo o salário de técnico de comunicação de dados
Por que o salário de técnico de comunicação de dados fica abaixo da mediana do país?
A mediana de R$ 1.750 paga a quem é contratado como técnico de comunicação de dados fica 10% abaixo da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 5% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.124,52 está 21% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de técnico de comunicação de dados bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
O que a faixa de R$ 1.630 a R$ 2.250 significa?
Metade das 1.081 contratações de técnico de comunicação de dados do período ficou entre R$ 1.630 e R$ 2.250. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.630 e um quarto, mais de R$ 2.250. A distância entre as duas pontas é de R$ 620 por mês, ou R$ 7.440 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,38 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 1.750, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um técnico de comunicação de dados.
Dá para trabalhar como técnico de comunicação de dados sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 8,5% das admissões de técnico de comunicação de dados foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 835 das 1.057 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 79,0%.
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Superior Completo" recebeu em média R$ 2.915,72, contra R$ 1.769,70 de quem entrou com "Fundamental Completo" — 65% de diferença. A CBO em si não exige diploma para técnico de comunicação de dados; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Quem contrata técnico de comunicação de dados é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou técnico de comunicação de dados foi "Informação e Comunicação", com 728 admissões, ou 71,2% do total classificado. Somando os três primeiros — Informação e Comunicação, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Construção — chega-se a 86,7% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de técnico de comunicação de dados tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Informação e Comunicação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,4 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
Por que técnico de comunicação de dados fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 1.439 admissões e 1.486 desligamentos de técnico de comunicação de dados, um saldo de -47 postos formais. O saldo negativo equivale a 3,3% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 1.439 admissões não querem dizer que existam 1.439 pessoas trabalhando como técnico de comunicação de dados no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Com que idade se entra na carreira de técnico de comunicação de dados?
O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 30 a 39 anos estão 31,6% das admissões de técnico de comunicação de dados — é a idade típica de entrada nesta ocupação.
A idade pesa no valor: 50 anos ou mais entrou com média de R$ 2.894,34 e 18 a 24 anos, com R$ 1.956,83 — 48% de diferença. Em ocupações assim, experiência reconhecida vale salário na hora da contratação.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.