Trabalho e Salários

Operador de enfornamento e desenfornamento de coque: quanto ganha e qual é o salário médio

A mediana do salário de admissão de operador de enfornamento e desenfornamento de coque no Brasil foi de R$ 2.530 por mês, e a média R$ 2.343,84. O cálculo usa 54 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 8116-20.

Salário mediano

R$ 2.530

metade ganha mais, metade menos

Salário médio

R$ 2.343,84

média aritmética

Faixa mais comum

R$ 2.030–R$ 2.530

metade das contratações

Amostra

54

contratações no período

Como o salário de operador de enfornamento e desenfornamento de coque se distribui

Distribuição do salário de admissão de operador de enfornamento e desenfornamento de coque: metade das contratações entre R$ 2.030 e R$ 2.530, mediana de R$ 2.530A faixa colorida vai do primeiro quartil (R$ 2.030) ao terceiro quartil (R$ 2.530). A linha grossa é a mediana, de R$ 2.530. O ponto escuro é a média, de R$ 2.343,84. A linha tracejada é a mediana nacional de admissão, de R$ 1.950.R$ 0R$ 1 milR$ 2 milR$ 3 milmediana nacionalp25p75mediana R$ 2,5 mil
Faixa interquartil, mediana e média das 54 admissões de operador de enfornamento e desenfornamento de coque em março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio, gerado a partir dos microdados do Novo CAGED.

O que esses números dizem

  • Jornada contratada média: 40,5 horas semanais.
  • Movimentação no período: 54 admissões e 36 desligamentos, saldo de +18 vagas formais.
  • Estado que mais contratou: Minas gerais, com 41 admissões.

Antes de usar este número

Como ler este número

É salário de admissão, não salário de carreira

O valor é o combinado no contrato no dia em que a pessoa foi contratada como operador de enfornamento e desenfornamento de coque. Quem está na empresa há anos, recebeu promoção ou acumulou adicionais ganha mais do que isto.

De onde vem o dado

Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026

São as competências 202603, 202604, 202605, 202606, 202607, 202608, baixadas do PDET do Ministério do Trabalho e Emprego e conferidas em 07/10/2026. Dados públicos, sem identificação do trabalhador. A classificação das ocupações é a CBO 2002.

Cuidado

Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito

Só publicamos valor com 30 admissões ou mais no recorte. É por isso que 1 estado da tabela aparece sem mediana: havia contratações, mas poucas demais para um valor estável.

O que fazer com isso

Compare com o piso da sua categoria

Nenhum salário pode ficar abaixo do piso da convenção coletiva, do piso legal da categoria ou do salário mínimo. Confira a convenção vigente no Sistema Mediador e veja os pisos salariais por categoria.

Setores que mais contratam

Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.

  • Indústrias de Transformação: 52 contratações.
  • Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 2 contratações.

A ocupação na CBO

Código CBO 2002
8116-20
Título oficial
Operador de enfornamento e desenfornamento de coque
Família ocupacional
8116 — Operadores de Equipamentos de Coqueificação

O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.

Como esse valor é calculado

Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).

  • É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
  • É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
  • Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
  • Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de enfornamento e desenfornamento de coque?
Na contratação, a mediana foi de R$ 2.530 por mês e a média R$ 2.343,84. Metade das 54 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.030 e R$ 2.530. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
Qual é o CBO de operador de enfornamento e desenfornamento de coque?
O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 8116-20, dentro da família ocupacional 8116 — Operadores de Equipamentos de Coqueificação.
Em qual estado operador de enfornamento e desenfornamento de coque ganha mais?
Entre os estados com amostra suficiente, Minas gerais teve o maior salário de admissão: R$ 2.430 (41 contratações no período).
Esse salário é líquido ou bruto?
É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.

Ocupações relacionadas

Entendendo o salário de operador de enfornamento e desenfornamento de coque

Quanto um operador de enfornamento e desenfornamento de coque ganha acima da mediana do país?

A mediana de R$ 2.530 paga a quem é contratado como operador de enfornamento e desenfornamento de coque fica 30% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 83% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.

A média de R$ 2.343,84 quase coincide com a mediana, o que indica salários homogêneos: as contratações de operador de enfornamento e desenfornamento de coque se concentram numa faixa estreita, sem um punhado de contratos altos distorcendo o retrato. Nesse caso, média e mediana contam a mesma história.

Por que quase todo operador de enfornamento e desenfornamento de coque entra ganhando o mesmo valor?

Metade das 54 contratações de operador de enfornamento e desenfornamento de coque do período ficou entre R$ 2.030 e R$ 2.530. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.030 e um quarto, mais de R$ 2.530. A distância entre as duas pontas é de R$ 500 por mês, ou R$ 6.000 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.

As pontas estão próximas: o terceiro quartil é apenas 1,25 vez o primeiro. Isso acontece quando um piso de convenção coletiva, um piso legal ou o próprio salário mínimo governam a contratação de operador de enfornamento e desenfornamento de coque. Nesses casos, negociar acima da faixa é mais difícil, e o ganho costuma vir de adicionais e horas extras — que não entram neste valor.

Quem contrata operador de enfornamento e desenfornamento de coque é quase sempre um setor só — qual?

Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou operador de enfornamento e desenfornamento de coque foi "Indústrias de Transformação", com 52 admissões, ou 96,3% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas — chega-se a 100,0% das contratações.

Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de operador de enfornamento e desenfornamento de coque tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Indústrias de Transformação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 40,5 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.

O mercado de operador de enfornamento e desenfornamento de coque está abrindo vagas?

Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 54 admissões e 36 desligamentos de operador de enfornamento e desenfornamento de coque, um saldo de +18 postos formais. O saldo positivo equivale a 33,3% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 33 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.

Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 54 admissões não querem dizer que existam 54 pessoas trabalhando como operador de enfornamento e desenfornamento de coque no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.

Os termos que esta página usa

CBO

Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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CAGED

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Admissão

A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Saldo de empregos

Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Mediana

O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.

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Amostra

Quantas contratações entraram na conta. Com poucas contratações, qualquer média é instável: dois contratos atípicos mudam o resultado. Por isso só publicamos valores quando o recorte tem pelo menos 30 admissões.

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Jornada contratada

As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.

Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).

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Competência

O mês de referência de um arquivo do CAGED, escrito como ano e mês (por exemplo, 202608 para agosto de 2026). Somamos várias competências para que a amostra de cada ocupação fique grande o suficiente.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.

Fonte dos dados

  • Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
  • Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
  • Data da coleta: 07/10/2026.
  • Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
  • Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
  • Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
  • Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.

Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.