Trabalho e Salários

Mestre (indústria de celulose, papel e papelão): quanto ganha e qual é o salário médio

A mediana do salário de admissão de mestre (indústria de celulose, papel e papelão) no Brasil foi de R$ 3.430 por mês, e a média R$ 4.802,64. O cálculo usa 142 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 8301-05.

Salário mediano

R$ 3.430

metade ganha mais, metade menos

Salário médio

R$ 4.802,64

média aritmética

Faixa mais comum

R$ 2.230–R$ 5.610

metade das contratações

Amostra

142

contratações no período

Como o salário de mestre (indústria de celulose, papel e papelão) se distribui

Distribuição do salário de admissão de mestre (indústria de celulose, papel e papelão): metade das contratações entre R$ 2.230 e R$ 5.610, mediana de R$ 3.430A faixa colorida vai do primeiro quartil (R$ 2.230) ao terceiro quartil (R$ 5.610). A linha grossa é a mediana, de R$ 3.430. O ponto escuro é a média, de R$ 4.802,64. A linha tracejada é a mediana nacional de admissão, de R$ 1.950.R$ 0R$ 2 milR$ 4 milR$ 6 milR$ 8 milmediana nacionalp25p75mediana R$ 3,4 mil
Faixa interquartil, mediana e média das 142 admissões de mestre (indústria de celulose, papel e papelão) em março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio, gerado a partir dos microdados do Novo CAGED.

O que esses números dizem

  • Jornada contratada média: 42,6 horas semanais.
  • Movimentação no período: 148 admissões e 225 desligamentos, saldo de -77 vagas formais.
  • Estado que mais contratou: São Paulo, com 42 admissões.

Antes de usar este número

Como ler este número

É salário de admissão, não salário de carreira

O valor é o combinado no contrato no dia em que a pessoa foi contratada como mestre (indústria de celulose, papel e papelão). Quem está na empresa há anos, recebeu promoção ou acumulou adicionais ganha mais do que isto.

De onde vem o dado

Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026

São as competências 202603, 202604, 202605, 202606, 202607, 202608, baixadas do PDET do Ministério do Trabalho e Emprego e conferidas em 07/10/2026. Dados públicos, sem identificação do trabalhador. A classificação das ocupações é a CBO 2002.

Cuidado

Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito

Só publicamos valor com 30 admissões ou mais no recorte. É por isso que 2 estados da tabela aparecem sem mediana: havia contratações, mas poucas demais para um valor estável.

O que fazer com isso

Compare com o piso da sua categoria

Nenhum salário pode ficar abaixo do piso da convenção coletiva, do piso legal da categoria ou do salário mínimo. Confira a convenção vigente no Sistema Mediador e veja os pisos salariais por categoria.

Quanto ganha um mestre (indústria de celulose, papel e papelão) por estado

Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.

EstadoMedianaMédiaContratações
São Paulo (SP)—R$ 5.365,8442
Paraná (PR)—R$ 4.620,3835

Salário por faixa de idade

O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.

Faixa de idadeSalário médioContratações
30 a 39 anosR$ 4.331,7151
40 a 49 anosR$ 5.446,1338

Setores que mais contratam

Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.

  • Indústrias de Transformação: 102 contratações.
  • Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 16 contratações.
  • Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 10 contratações.
  • Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 7 contratações.
  • Transporte, Armazenagem e Correio: 3 contratações.
  • Alojamento e Alimentação: 3 contratações.

A ocupação na CBO

Código CBO 2002
8301-05
Título oficial
Mestre (indústria de celulose, papel e papelão)
Família ocupacional
8301 — Supervisores da Fabricação de Celulose e Papel

O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.

Outros nomes para mestre (indústria de celulose, papel e papelão)

A CBO registra estes sinônimos para o código 8301-05. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.

  • Chefe de acabamento de papel
  • Contramestre (indústria de celulose, papel e papelão)
  • Coordenador de turno - área de fibras
  • Coordenador de turno - área de papel
  • Mestre de fabricação e montagem de caixas (papelão)
  • Supervisor de fibras e utilidades
  • Supervisor de máquinas para fabricar papel
  • Supervisor de papel e acabamento
  • Supervisor de pátio de madeira
  • Supervisor de processo de fibras, químicos e madeira
  • Supervisor de produção de celulose
  • Supervisor de produção de papel

Como esse valor é calculado

Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).

  • É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
  • É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
  • Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
  • Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um mestre (indústria de celulose, papel e papelão)?
Na contratação, a mediana foi de R$ 3.430 por mês e a média R$ 4.802,64. Metade das 142 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.230 e R$ 5.610. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
Qual é o CBO de mestre (indústria de celulose, papel e papelão)?
O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 8301-05, dentro da família ocupacional 8301 — Supervisores da Fabricação de Celulose e Papel.
Em qual estado mestre (indústria de celulose, papel e papelão) ganha mais?
Entre os estados com amostra suficiente, São Paulo teve o maior salário de admissão: R$ 5.366 (42 contratações no período).
Esse salário é líquido ou bruto?
É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.

Ocupações relacionadas

Entendendo o salário de mestre (indústria de celulose, papel e papelão)

Quanto um mestre (indústria de celulose, papel e papelão) ganha acima da mediana do país?

A mediana de R$ 3.430 paga a quem é contratado como mestre (indústria de celulose, papel e papelão) fica 76% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950 — uma distância grande. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 94% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.

A média de R$ 4.802,64 está 40% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de mestre (indústria de celulose, papel e papelão) bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.

Por que o salário de mestre (indústria de celulose, papel e papelão) varia tanto de um contrato para o outro?

Metade das 142 contratações de mestre (indústria de celulose, papel e papelão) do período ficou entre R$ 2.230 e R$ 5.610. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.230 e um quarto, mais de R$ 5.610. A distância entre as duas pontas é de R$ 3.380 por mês, ou R$ 40.560 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.

O terceiro quartil é 2,5 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de mestre (indústria de celulose, papel e papelão) está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.

Quem contrata mestre (indústria de celulose, papel e papelão) é quase sempre um setor só — qual?

Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou mestre (indústria de celulose, papel e papelão) foi "Indústrias de Transformação", com 102 admissões, ou 72,3% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 90,8% das contratações.

Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de mestre (indústria de celulose, papel e papelão) tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Indústrias de Transformação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 42,6 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.

Por que mestre (indústria de celulose, papel e papelão) fechou mais vagas do que abriu?

Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 148 admissões e 225 desligamentos de mestre (indústria de celulose, papel e papelão), um saldo de -77 postos formais. O saldo negativo equivale a 52,0% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.

Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 148 admissões não querem dizer que existam 148 pessoas trabalhando como mestre (indústria de celulose, papel e papelão) no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.

Os termos que esta página usa

CBO

Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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CAGED

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Admissão

A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Desligamento

A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Saldo de empregos

Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Mediana

O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.

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Média

A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.

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Quartil

Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.

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Amostra

Quantas contratações entraram na conta. Com poucas contratações, qualquer média é instável: dois contratos atípicos mudam o resultado. Por isso só publicamos valores quando o recorte tem pelo menos 30 admissões.

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Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.

Fonte dos dados

  • Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
  • Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
  • Data da coleta: 07/10/2026.
  • Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
  • Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
  • Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
  • Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.

Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.