Mestre de usinagem: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de mestre de usinagem no Brasil foi de R$ 4.770 por mês, e a média R$ 4.937,95. O cálculo usa 232 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7201-50.
Salário mediano
R$ 4.770
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 4.937,95
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 3.170–R$ 6.110
metade das contratações
Amostra
232
contratações no período
Como o salário de mestre de usinagem se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,9 horas semanais.
- Movimentação no período: 279 admissões e 429 desligamentos, saldo de -150 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 86 admissões.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como mestre de usinagem no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Médio Completo | R$ 4.608,62 | 158 | 82,7% |
| Superior Completo | R$ 7.025,31 | 33 | 17,3% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 30 a 39 anos | R$ 5.078,17 | 72 |
| 40 a 49 anos | R$ 5.443,11 | 92 |
| 50 anos ou mais | R$ 5.297,99 | 36 |
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Indústrias de Transformação: 146 contratações.
- Construção: 34 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 29 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 9 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 8 contratações.
- Indústrias Extrativas: 3 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 7201-50
- Título oficial
- Mestre de usinagem
- Família ocupacional
- 7201 — Supervisores de Usinagem, Conformação e Tratamento de Metais
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para mestre de usinagem
A CBO registra estes sinônimos para o código 7201-50. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Encarregado de usinagem de metais
- Mestre de ajustagem e usinagem
- Mestre de seção de usinagem
- Mestre de usinagem e montagem
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um mestre de usinagem?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 4.770 por mês e a média R$ 4.937,95. Metade das 232 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 3.170 e R$ 6.110. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de mestre de usinagem?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7201-50, dentro da família ocupacional 7201 — Supervisores de Usinagem, Conformação e Tratamento de Metais.
- Em qual estado mestre de usinagem ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, São Paulo teve o maior salário de admissão: R$ 4.909 (86 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser mestre de usinagem?
- Entre as pessoas contratadas no período, 17,3% tinham ensino superior completo ou mais e 82,7% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Mestre de caldeiraria · R$ 5.370
- Mestre de pintura (tratamento de superfícies) · R$ 4.230
- Mestre de soldagem · R$ 5.330
- Mestre de trefilação de metais · R$ 4.750
- Mestre serralheiro · R$ 3.470
- Mestre de fundição · R$ 4.250
- Mestre de galvanoplastia · R$ 4.030
- Mestre (afiador de ferramentas) · R$ 4.690
- Supervisor de controle de tratamento térmico · R$ 5.250
- Mestre de ferramentaria · R$ 5.010
- Alimentador de linha de produção · R$ 2.010
- Servente de obras · R$ 1.770
Entendendo o salário de mestre de usinagem
Quanto um mestre de usinagem ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 4.770 paga a quem é contratado como mestre de usinagem é mais do que o dobro da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 99% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 4.937,95 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 4.770 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
Por que o salário de mestre de usinagem varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 232 contratações de mestre de usinagem do período ficou entre R$ 3.170 e R$ 6.110. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 3.170 e um quarto, mais de R$ 6.110. A distância entre as duas pontas é de R$ 2.940 por mês, ou R$ 35.280 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 1,9 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de mestre de usinagem está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Que escolaridade o mercado exige de um mestre de usinagem?
O mercado de mestre de usinagem é misto: 17,3% das admissões foram de pessoas com ensino superior completo ou mais, e a escolaridade mais frequente foi "Médio Completo" (158 de 191 contratações classificadas).
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Superior Completo" recebeu em média R$ 7.025,31, contra R$ 4.608,62 de quem entrou com "Médio Completo" — 52% de diferença. A CBO em si não exige diploma para mestre de usinagem; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Quem contrata mestre de usinagem é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou mestre de usinagem foi "Indústrias de Transformação", com 146 admissões, ou 63,8% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Construção, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas — chega-se a 91,3% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de mestre de usinagem tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Indústrias de Transformação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,9 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
Por que mestre de usinagem fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 279 admissões e 429 desligamentos de mestre de usinagem, um saldo de -150 postos formais. O saldo negativo equivale a 53,8% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 279 admissões não querem dizer que existam 279 pessoas trabalhando como mestre de usinagem no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Com que idade se entra na carreira de mestre de usinagem?
O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 40 a 49 anos estão 46,0% das admissões de mestre de usinagem — é a idade típica de entrada nesta ocupação.
A diferença entre faixas de idade é pequena: de R$ 5.078,17 em 30 a 39 anos a R$ 5.443,11 em 40 a 49 anos. O salário de entrada de mestre de usinagem é definido pelo posto, e quase não premia tempo de estrada no momento da admissão.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.