Apresentador de programas de televisão: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de apresentador de programas de televisão no Brasil foi de R$ 2.010 por mês, e a média R$ 2.301,33. O cálculo usa 793 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 3763-20.
Salário mediano
R$ 2.010
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.301,33
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 2.010–R$ 2.010
metade das contratações
Amostra
793
contratações no período
Como o salário de apresentador de programas de televisão se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 41,7 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 612. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 793 admissões e 509 desligamentos, saldo de +284 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 781 admissões e mediana de R$ 2.025.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como apresentador de programas de televisão no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Médio Incompleto | R$ 2.047,80 | 47 | 6,2% |
| Médio Completo | R$ 2.159,04 | 431 | 56,6% |
| Superior Incompleto | R$ 2.254,02 | 167 | 21,9% |
| Superior Completo | R$ 2.738,66 | 116 | 15,2% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.204,13 | 418 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.227,35 | 195 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.316,63 | 129 |
| 40 a 49 anos | R$ 3.108,58 | 41 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.491,31 (335 admissões) e mulheres com R$ 2.162,37 (458 admissões), uma diferença de 15,2% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Informação e Comunicação: 791 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 1 contratações.
- Artes, Cultura, Esporte e Recreação: 1 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 3763-20
- Título oficial
- Apresentador de programas de televisão
- Família ocupacional
- 3763 — Apresentadores de Eventos, Programas e Espetáculos
- Grande grupo
- Técnicos de nível médio
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para apresentador de programas de televisão
A CBO registra estes sinônimos para o código 3763-20. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Animador de televisão
- Apresentador animador de programas de televisão
- Apresentador de telejornal
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um apresentador de programas de televisão?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.010 por mês e a média R$ 2.301,33. Metade das 793 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.010 e R$ 2.010. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de apresentador de programas de televisão?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 3763-20, dentro da família ocupacional 3763 — Apresentadores de Eventos, Programas e Espetáculos.
- Em qual estado apresentador de programas de televisão ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, São Paulo teve o maior salário de admissão: R$ 2.025 (781 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser apresentador de programas de televisão?
- Entre as pessoas contratadas no período, 15,2% tinham ensino superior completo ou mais e 56,6% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Apresentador de eventos · R$ 2.510
- Técnico de enfermagem · R$ 2.390
- Assistente de vendas · R$ 2.050
- Auxiliar de desenvolvimento infantil · R$ 1.850
- Técnico em segurança do trabalho · R$ 3.870
- Agente de vendas de serviços · R$ 1.950
- Controlador de entrada e saída · R$ 2.030
- Tecnico de apoio ao usuario de informatica (helpdesk) · R$ 2.210
- Inspetor de qualidade · R$ 2.410
- Inspetor de alunos de escola pública · R$ 1.830
- Tecnólogo em logística de transporte · R$ 2.610
- Técnico de obras civis · R$ 3.190
Entendendo o salário de apresentador de programas de televisão
O salário de apresentador de programas de televisão está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 2.010 paga a quem é contratado como apresentador de programas de televisão fica a 3% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 53% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.301,33 está 14% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de apresentador de programas de televisão bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que quase todo apresentador de programas de televisão entra ganhando o mesmo valor?
Metade das 793 contratações de apresentador de programas de televisão do período ficou entre R$ 2.010 e R$ 2.010. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.010 e um quarto, mais de R$ 2.010. A distância entre as duas pontas é de R$ 0 por mês, ou R$ 0 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
As pontas estão próximas: o terceiro quartil é apenas 1 vez o primeiro. Isso acontece quando um piso de convenção coletiva, um piso legal ou o próprio salário mínimo governam a contratação de apresentador de programas de televisão. Nesses casos, negociar acima da faixa é mais difícil, e o ganho costuma vir de adicionais e horas extras — que não entram neste valor.
Que escolaridade o mercado exige de um apresentador de programas de televisão?
O mercado de apresentador de programas de televisão é misto: 15,2% das admissões foram de pessoas com ensino superior completo ou mais, e a escolaridade mais frequente foi "Médio Completo" (431 de 761 contratações classificadas).
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Superior Completo" recebeu em média R$ 2.738,66, contra R$ 2.047,80 de quem entrou com "Médio Incompleto" — 34% de diferença. A CBO em si não exige diploma para apresentador de programas de televisão; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Quem contrata apresentador de programas de televisão é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou apresentador de programas de televisão foi "Informação e Comunicação", com 791 admissões, ou 99,7% do total classificado. Somando os três primeiros — Informação e Comunicação, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Artes, Cultura, Esporte e Recreação — chega-se a 100,0% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de apresentador de programas de televisão tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Informação e Comunicação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 41,7 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
O mercado de apresentador de programas de televisão está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 793 admissões e 509 desligamentos de apresentador de programas de televisão, um saldo de +284 postos formais. O saldo positivo equivale a 35,8% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 36 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 793 admissões não querem dizer que existam 793 pessoas trabalhando como apresentador de programas de televisão no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Com que idade se entra na carreira de apresentador de programas de televisão?
O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 18 a 24 anos estão 53,4% das admissões de apresentador de programas de televisão — é a idade típica de entrada nesta ocupação.
A idade pesa no valor: 40 a 49 anos entrou com média de R$ 3.108,58 e 18 a 24 anos, com R$ 2.204,13 — 41% de diferença. Em ocupações assim, experiência reconhecida vale salário na hora da contratação.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Grau de instrução
A escolaridade declarada pelo empregador na admissão, do analfabeto ao doutorado. Mostra o que o mercado exigiu de fato nas contratações do período, que não é necessariamente o que a lei ou o conselho profissional exige.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.