Analista de exportação e importação: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de analista de exportação e importação no Brasil foi de R$ 4.710 por mês, e a média R$ 5.179,04. O cálculo usa 3.562 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 3543-05.
Salário mediano
R$ 4.710
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 5.179,04
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 3.650–R$ 6.090
metade das contratações
Amostra
3.562
contratações no período
Como o salário de analista de exportação e importação se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 72. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 3.577 admissões e 3.941 desligamentos, saldo de -364 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 1.875 admissões e mediana de R$ 5.025.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um analista de exportação e importação por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 5.025 | R$ 5.560,02 | 1.875 |
| Santa Catarina (SC) | R$ 4.525 | R$ 4.664,70 | 601 |
| Paraná (PR) | R$ 4.325 | R$ 4.634,84 | 247 |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 4.225 | R$ 4.729,46 | 204 |
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 5.025 | R$ 5.528,67 | 198 |
| Minas gerais (MG) | R$ 4.025 | R$ 4.642,65 | 186 |
| Espírito Santo (ES) | — | R$ 4.831,72 | 67 |
| Pernambuco (PE) | — | R$ 3.522,39 | 47 |
| Amazonas (AM) | — | R$ 4.595,81 | 40 |
| Bahia (BA) | — | R$ 5.321,06 | 30 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como analista de exportação e importação no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Médio Completo | R$ 4.015,95 | 581 | 16,5% |
| Superior Incompleto | R$ 4.078,75 | 602 | 17,1% |
| Superior Completo | R$ 5.550,32 | 1.952 | 55,4% |
| Pós-Graduação completa | R$ 6.797,95 | 387 | 11,0% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 3.946,44 | 817 |
| 25 a 29 anos | R$ 4.882,53 | 940 |
| 30 a 39 anos | R$ 5.741,53 | 1.098 |
| 40 a 49 anos | R$ 6.321,28 | 541 |
| 50 anos ou mais | R$ 5.571,05 | 161 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 5.011,30 (1.449 admissões) e mulheres com R$ 5.294,07 (2.113 admissões), uma diferença de 5,3% a favor das mulheres.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 1.350 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 778 contratações.
- Indústrias de Transformação: 631 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 512 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 190 contratações.
- Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados: 31 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 3543-05
- Título oficial
- Analista de exportação e importação
- Família ocupacional
- 3543 — Analistas de Comércio Exterior
- Grande grupo
- Técnicos de nível médio
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um analista de exportação e importação?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 4.710 por mês e a média R$ 5.179,04. Metade das 3.562 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 3.650 e R$ 6.090. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de analista de exportação e importação?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 3543-05, dentro da família ocupacional 3543 — Analistas de Comércio Exterior.
- Em qual estado analista de exportação e importação ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Bahia teve o maior salário de admissão: R$ 5.321 (30 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser analista de exportação e importação?
- Entre as pessoas contratadas no período, 66,4% tinham ensino superior completo ou mais e 16,5% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
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Entendendo o salário de analista de exportação e importação
Quanto um analista de exportação e importação ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 4.710 paga a quem é contratado como analista de exportação e importação é mais do que o dobro da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 98% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 5.179,04 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 4.710 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
Por que o salário de analista de exportação e importação varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 3.562 contratações de analista de exportação e importação do período ficou entre R$ 3.650 e R$ 6.090. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 3.650 e um quarto, mais de R$ 6.090. A distância entre as duas pontas é de R$ 2.440 por mês, ou R$ 29.280 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 1,7 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de analista de exportação e importação está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Onde analista de exportação e importação ganha mais e onde ganha menos no Brasil?
Entre os 6 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a analista de exportação e importação: R$ 5.025 em 1.875 contratações. A menor ficou em Minas gerais, com R$ 4.025 em 186 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 25%, ou R$ 1.000 por mês.
São Paulo lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou analista de exportação e importação no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 25% vista aqui.
Que escolaridade o mercado exige de um analista de exportação e importação?
O mercado de analista de exportação e importação é misto: 66,4% das admissões foram de pessoas com ensino superior completo ou mais, e a escolaridade mais frequente foi "Superior Completo" (1.952 de 3.522 contratações classificadas).
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Pós-Graduação completa" recebeu em média R$ 6.797,95, contra R$ 4.015,95 de quem entrou com "Médio Completo" — 69% de diferença. A CBO em si não exige diploma para analista de exportação e importação; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Em que setores um analista de exportação e importação encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou analista de exportação e importação foi "Transporte, Armazenagem e Correio", com 1.350 admissões, ou 38,7% do total classificado. Somando os três primeiros — Transporte, Armazenagem e Correio, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Indústrias de Transformação — chega-se a 79,0% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como analista de exportação e importação: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 43 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
Por que analista de exportação e importação fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 3.577 admissões e 3.941 desligamentos de analista de exportação e importação, um saldo de -364 postos formais. O saldo negativo equivale a 10,2% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 3.577 admissões não querem dizer que existam 3.577 pessoas trabalhando como analista de exportação e importação no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.