Analista de e-commerce: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de analista de e-commerce no Brasil foi de R$ 2.510 por mês, e a média R$ 3.257,76. O cálculo usa 2.518 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 1423-55.
Salário mediano
R$ 2.510
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 3.257,76
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 2.110–R$ 3.410
metade das contratações
Amostra
2.518
contratações no período
Como o salário de analista de e-commerce se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,3 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 326. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 2.547 admissões e 2.164 desligamentos, saldo de +383 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 1.509 admissões e mediana de R$ 2.525.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um analista de e-commerce por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 2.525 | R$ 3.475,89 | 1.509 |
| Paraná (PR) | R$ 2.425 | R$ 3.006,43 | 266 |
| Minas gerais (MG) | R$ 2.325 | R$ 2.760,88 | 164 |
| Santa Catarina (SC) | R$ 2.825 | R$ 3.183,03 | 160 |
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 2.325 | R$ 3.264,48 | 136 |
| Rio Grande do Sul (RS) | — | R$ 3.255,28 | 70 |
| Goiás (GO) | — | R$ 2.399,14 | 56 |
| Espírito Santo (ES) | — | R$ 2.717,47 | 40 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como analista de e-commerce no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Médio Incompleto | R$ 2.260,70 | 67 | 2,7% |
| Médio Completo | R$ 2.551,00 | 1.464 | 59,1% |
| Superior Incompleto | R$ 3.158,41 | 315 | 12,7% |
| Superior Completo | R$ 4.497,74 | 535 | 21,6% |
| Pós-Graduação completa | R$ 8.036,29 | 96 | 3,9% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| Até 17 anos | R$ 1.829,30 | 50 |
| 18 a 24 anos | R$ 2.472,62 | 883 |
| 25 a 29 anos | R$ 3.353,21 | 716 |
| 30 a 39 anos | R$ 4.056,73 | 679 |
| 40 a 49 anos | R$ 4.296,60 | 157 |
| 50 anos ou mais | R$ 3.014,36 | 32 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 3.258,79 (1.237 admissões) e mulheres com R$ 3.256,77 (1.281 admissões), praticamente sem diferença.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 1.596 contratações.
- Indústrias de Transformação: 318 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 275 contratações.
- Informação e Comunicação: 98 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 84 contratações.
- Educação: 73 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 1423-55
- Título oficial
- Analista de e-commerce
- Família ocupacional
- 1423 — Gerentes de Comercialização, Marketing e Comunicação
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um analista de e-commerce?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.510 por mês e a média R$ 3.257,76. Metade das 2.518 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.110 e R$ 3.410. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de analista de e-commerce?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 1423-55, dentro da família ocupacional 1423 — Gerentes de Comercialização, Marketing e Comunicação.
- Em qual estado analista de e-commerce ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Rio Grande do Sul teve o maior salário de admissão: R$ 3.255 (70 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser analista de e-commerce?
- Entre as pessoas contratadas no período, 25,5% tinham ensino superior completo ou mais e 59,1% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Analista de negócios · R$ 4.250
- Analista de pesquisa de mercado · R$ 4.010
- Gerente comercial · R$ 3.270
- Gerente de vendas · R$ 3.510
- Gerente de marketing · R$ 6.910
- Relações públicas · R$ 4.090
- Gerente de comunicação · R$ 7.010
- Profissional de relacoes institucionais e governamentais · R$ 6.510
- Ouvidor · R$ 3.430
- Profissonal de relações internacionais · R$ 7.510
- Gerente administrativo · R$ 3.250
- Gerente de loja e supermercado · R$ 2.610
Entendendo o salário de analista de e-commerce
Quanto um analista de e-commerce ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 2.510 paga a quem é contratado como analista de e-commerce fica 29% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 81% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 3.257,76 está 30% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de analista de e-commerce bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que o salário de analista de e-commerce varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 2.518 contratações de analista de e-commerce do período ficou entre R$ 2.110 e R$ 3.410. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.110 e um quarto, mais de R$ 3.410. A distância entre as duas pontas é de R$ 1.300 por mês, ou R$ 15.600 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 1,6 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de analista de e-commerce está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Onde analista de e-commerce ganha mais e onde ganha menos no Brasil?
Entre os 5 estados com amostra suficiente, Santa Catarina pagou a maior mediana de admissão a analista de e-commerce: R$ 2.825 em 160 contratações. A menor ficou em Rio de Janeiro, com R$ 2.325 em 136 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 22%, ou R$ 500 por mês.
Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: São Paulo respondeu por 1.509 das 2.518 admissões de analista de e-commerce no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 22% vista aqui.
Que escolaridade o mercado exige de um analista de e-commerce?
O mercado de analista de e-commerce é misto: 25,5% das admissões foram de pessoas com ensino superior completo ou mais, e a escolaridade mais frequente foi "Médio Completo" (1.464 de 2.477 contratações classificadas).
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Pós-Graduação completa" recebeu em média R$ 8.036,29, contra R$ 2.260,70 de quem entrou com "Médio Incompleto" — 255% de diferença. A CBO em si não exige diploma para analista de e-commerce; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Quem contrata analista de e-commerce é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou analista de e-commerce foi "Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas", com 1.596 admissões, ou 65,3% do total classificado. Somando os três primeiros — Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Indústrias de Transformação, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 89,6% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de analista de e-commerce tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,3 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
O mercado de analista de e-commerce está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 2.547 admissões e 2.164 desligamentos de analista de e-commerce, um saldo de +383 postos formais. O saldo positivo equivale a 15,0% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 15 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 2.547 admissões não querem dizer que existam 2.547 pessoas trabalhando como analista de e-commerce no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.