Trabalho e Salários

Patrão de pesca de alto-mar: quanto ganha e qual é o salário médio

A mediana do salário de admissão de patrão de pesca de alto-mar no Brasil foi de R$ 4.150 por mês, e a média R$ 3.971,35. O cálculo usa 210 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 3412-20.

Salário mediano

R$ 4.150

metade ganha mais, metade menos

Salário médio

R$ 3.971,35

média aritmética

Faixa mais comum

R$ 3.930–R$ 4.150

metade das contratações

Amostra

210

contratações no período

Como o salário de patrão de pesca de alto-mar se distribui

Distribuição do salário de admissão de patrão de pesca de alto-mar: metade das contratações entre R$ 3.930 e R$ 4.150, mediana de R$ 4.150A faixa colorida vai do primeiro quartil (R$ 3.930) ao terceiro quartil (R$ 4.150). A linha grossa é a mediana, de R$ 4.150. O ponto escuro é a média, de R$ 3.971,35. A linha tracejada é a mediana nacional de admissão, de R$ 1.950.R$ 0R$ 2 milR$ 4 milR$ 6 milmediana nacionalp25p75mediana R$ 4,2 mil
Faixa interquartil, mediana e média das 210 admissões de patrão de pesca de alto-mar em março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio, gerado a partir dos microdados do Novo CAGED.

O que esses números dizem

  • Jornada contratada média: 43,8 horas semanais.
  • Movimentação no período: 211 admissões e 132 desligamentos, saldo de +79 vagas formais.
  • Estado que mais contratou: Santa Catarina, com 148 admissões e mediana de R$ 4.125.

Antes de usar este número

Como ler este número

É salário de admissão, não salário de carreira

O valor é o combinado no contrato no dia em que a pessoa foi contratada como patrão de pesca de alto-mar. Quem está na empresa há anos, recebeu promoção ou acumulou adicionais ganha mais do que isto.

De onde vem o dado

Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026

São as competências 202603, 202604, 202605, 202606, 202607, 202608, baixadas do PDET do Ministério do Trabalho e Emprego e conferidas em 07/10/2026. Dados públicos, sem identificação do trabalhador. A classificação das ocupações é a CBO 2002.

Cuidado

Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito

Só publicamos valor com 30 admissões ou mais no recorte. Recortes com menos contratações ficam em branco em vez de mostrar uma média instável.

O que fazer com isso

Compare com o piso da sua categoria

Nenhum salário pode ficar abaixo do piso da convenção coletiva, do piso legal da categoria ou do salário mínimo. Confira a convenção vigente no Sistema Mediador e veja os pisos salariais por categoria.

Salário por escolaridade

Escolaridade declarada de quem foi contratado como patrão de pesca de alto-mar no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.

EscolaridadeSalário médioContrataçõesParticipação
Fundamental CompletoR$ 3.975,259162,3%
Médio CompletoR$ 4.112,075537,7%

Salário por faixa de idade

O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.

Faixa de idadeSalário médioContratações
40 a 49 anosR$ 3.750,0348
50 anos ou maisR$ 4.091,92137

Setores que mais contratam

Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.

  • Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura: 186 contratações.
  • Indústrias de Transformação: 16 contratações.
  • Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 7 contratações.
  • Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 1 contratações.

A ocupação na CBO

Código CBO 2002
3412-20
Título oficial
Patrão de pesca de alto-mar
Família ocupacional
3412 — Técnicos Marítimos, Fluviários e Pescadores de Convés

O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.

Como esse valor é calculado

Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).

  • É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
  • É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
  • Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
  • Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um patrão de pesca de alto-mar?
Na contratação, a mediana foi de R$ 4.150 por mês e a média R$ 3.971,35. Metade das 210 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 3.930 e R$ 4.150. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
Qual é o CBO de patrão de pesca de alto-mar?
O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 3412-20, dentro da família ocupacional 3412 — Técnicos Marítimos, Fluviários e Pescadores de Convés.
Em qual estado patrão de pesca de alto-mar ganha mais?
Entre os estados com amostra suficiente, Santa Catarina teve o maior salário de admissão: R$ 4.125 (148 contratações no período).
Esse salário é líquido ou bruto?
É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.

Ocupações relacionadas

Entendendo o salário de patrão de pesca de alto-mar

Quanto um patrão de pesca de alto-mar ganha acima da mediana do país?

A mediana de R$ 4.150 paga a quem é contratado como patrão de pesca de alto-mar é mais do que o dobro da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 97% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.

A média de R$ 3.971,35 quase coincide com a mediana, o que indica salários homogêneos: as contratações de patrão de pesca de alto-mar se concentram numa faixa estreita, sem um punhado de contratos altos distorcendo o retrato. Nesse caso, média e mediana contam a mesma história.

Por que quase todo patrão de pesca de alto-mar entra ganhando o mesmo valor?

Metade das 210 contratações de patrão de pesca de alto-mar do período ficou entre R$ 3.930 e R$ 4.150. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 3.930 e um quarto, mais de R$ 4.150. A distância entre as duas pontas é de R$ 220 por mês, ou R$ 2.640 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.

As pontas estão próximas: o terceiro quartil é apenas 1,06 vez o primeiro. Isso acontece quando um piso de convenção coletiva, um piso legal ou o próprio salário mínimo governam a contratação de patrão de pesca de alto-mar. Nesses casos, negociar acima da faixa é mais difícil, e o ganho costuma vir de adicionais e horas extras — que não entram neste valor.

Dá para trabalhar como patrão de pesca de alto-mar sem faculdade?

A faculdade não é a porta de entrada: só 0,0% das admissões de patrão de pesca de alto-mar foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Fundamental Completo", com 91 das 146 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 37,7%.

A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 3.975,25 com "Fundamental Completo" a R$ 4.112,07 com "Médio Completo". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de patrão de pesca de alto-mar — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.

Quem contrata patrão de pesca de alto-mar é quase sempre um setor só — qual?

Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou patrão de pesca de alto-mar foi "Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura", com 186 admissões, ou 88,6% do total classificado. Somando os três primeiros — Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura, Indústrias de Transformação, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas — chega-se a 99,5% das contratações.

Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de patrão de pesca de alto-mar tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,8 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.

O mercado de patrão de pesca de alto-mar está abrindo vagas?

Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 211 admissões e 132 desligamentos de patrão de pesca de alto-mar, um saldo de +79 postos formais. O saldo positivo equivale a 37,4% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 37 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.

Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 211 admissões não querem dizer que existam 211 pessoas trabalhando como patrão de pesca de alto-mar no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.

Os termos que esta página usa

CBO

Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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CAGED

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Admissão

A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Saldo de empregos

Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Mediana

O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.

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Salário bruto

O valor do contrato antes dos descontos de INSS e imposto de renda e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. Todos os salários desta seção são brutos; o que cai na conta é menor.

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CNAE

Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.

Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).

Ver no glossário completo

Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.

Fonte dos dados

  • Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
  • Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
  • Data da coleta: 07/10/2026.
  • Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
  • Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
  • Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
  • Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.

Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.