Gerente de produção e operações florestais: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de gerente de produção e operações florestais no Brasil foi de R$ 3.970 por mês, e a média R$ 6.955,35. O cálculo usa 148 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 1411-10.
Salário mediano
R$ 3.970
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 6.955,35
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 2.690–R$ 7.510
metade das contratações
Amostra
148
contratações no período
Como o salário de gerente de produção e operações florestais se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,9 horas semanais.
- Movimentação no período: 148 admissões e 220 desligamentos, saldo de -72 vagas formais.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como gerente de produção e operações florestais no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Médio Completo | R$ 4.036,55 | 75 | 65,2% |
| Superior Completo | R$ 12.146,97 | 40 | 34,8% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 30 a 39 anos | R$ 6.457,54 | 37 |
| 40 a 49 anos | R$ 8.756,29 | 66 |
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura: 65 contratações.
- Indústrias de Transformação: 32 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 24 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 8 contratações.
- Alojamento e Alimentação: 4 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 4 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 1411-10
- Título oficial
- Gerente de produção e operações florestais
- Família ocupacional
- 1411 — Família ocupacional 1411
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para gerente de produção e operações florestais
A CBO registra estes sinônimos para o código 1411-10. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Coordenador de produção de madeira
- Gerente de departamento florestal
- Gerente de produção florestal
- Gerente operacional florestal
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um gerente de produção e operações florestais?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 3.970 por mês e a média R$ 6.955,35. Metade das 148 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.690 e R$ 7.510. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de gerente de produção e operações florestais?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 1411-10, dentro da família ocupacional 1411 — Família ocupacional 1411.
- Precisa de faculdade para ser gerente de produção e operações florestais?
- Entre as pessoas contratadas no período, 34,8% tinham ensino superior completo ou mais e 65,2% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Gerente de produção e operações agropecuárias · R$ 3.850
- Gerente de produção e operações aqüícolas · R$ 3.510
- Gerente administrativo · R$ 3.250
- Analista de negócios · R$ 4.250
- Gerente de loja e supermercado · R$ 2.610
- Analista de pesquisa de mercado · R$ 4.010
- Gerente comercial · R$ 3.270
- Gerente de vendas · R$ 3.510
- Gerente de restaurante · R$ 2.810
- Gerente de produção e operações · R$ 3.770
- Comerciante varejista · R$ 2.050
- Gerente de marketing · R$ 6.910
Entendendo o salário de gerente de produção e operações florestais
Quanto um gerente de produção e operações florestais ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 3.970 paga a quem é contratado como gerente de produção e operações florestais é mais do que o dobro da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 96% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 6.955,35 está 75% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de gerente de produção e operações florestais bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que o salário de gerente de produção e operações florestais varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 148 contratações de gerente de produção e operações florestais do período ficou entre R$ 2.690 e R$ 7.510. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.690 e um quarto, mais de R$ 7.510. A distância entre as duas pontas é de R$ 4.820 por mês, ou R$ 57.840 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 2,8 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de gerente de produção e operações florestais está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Que escolaridade o mercado exige de um gerente de produção e operações florestais?
O mercado de gerente de produção e operações florestais é misto: 34,8% das admissões foram de pessoas com ensino superior completo ou mais, e a escolaridade mais frequente foi "Médio Completo" (75 de 115 contratações classificadas).
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Superior Completo" recebeu em média R$ 12.146,97, contra R$ 4.036,55 de quem entrou com "Médio Completo" — 201% de diferença. A CBO em si não exige diploma para gerente de produção e operações florestais; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Em que setores um gerente de produção e operações florestais encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou gerente de produção e operações florestais foi "Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura", com 65 admissões, ou 47,4% do total classificado. Somando os três primeiros — Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura, Indústrias de Transformação, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas — chega-se a 88,3% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como gerente de produção e operações florestais: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 43,9 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
Por que gerente de produção e operações florestais fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 148 admissões e 220 desligamentos de gerente de produção e operações florestais, um saldo de -72 postos formais. O saldo negativo equivale a 48,6% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 148 admissões não querem dizer que existam 148 pessoas trabalhando como gerente de produção e operações florestais no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Amostra
Quantas contratações entraram na conta. Com poucas contratações, qualquer média é instável: dois contratos atípicos mudam o resultado. Por isso só publicamos valores quando o recorte tem pelo menos 30 admissões.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.